terça-feira, 12 de abril de 2011

Newsletter 15.2011 - www.educacaoadventista.org.br

Mais uma Newsletter... cheia de novidades para todos nós!!!
Confira...

Blog Educacional

Fique por dentro das novidades e lançamentos da Casa Publicadora Brasileira e participe postando seus comentários e sugestões.

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Perguntas e Respostas

Estreou uma nova categoria no site Família, com o nome Perguntas e Respostas. A psicóloga Jociane Oliveira Santos responderá às dúvidas da família sobre o comportamento dos filhos.

Acesse e confira!

Amigos da Esperança

Confira as sugestões com ênfase no dia 16 de abril para alunos e ex-alunos das Escolas Adventistas.

Projeto para o Dia Livro

Em abril há três datas comemorativas relacionadas ao livro. Esta sugestão de projeto visa motivar os estudantes a desenvolverem o hábito de leitura, colocando-os em contato com vários tipos de obras.

Programa EducAção

Veja a última edição do programa EduçAção. O documentário é dirigido especialmente aos pais de alunos em idade escolar e a professores.

Assista ao episódio Casa na Árvore.

Uso do dicionário ao aprender Inglês

O dicionário é uma ferramenta muito importante no aprendizado de uma língua estrangeira.

Em Dicas de Estudo veja a orientação aos alunos para utilizarem essa ferramenta.

domingo, 10 de abril de 2011

Classificação Vocal


Passeando pelo twitter encontrei esta postagem da Blacy Gulfier, sabe quem é ela???
Conheça suas credenciais e depois se delicie com este texto postado por ela em seu blog.
Você também pode segui-la no twitter.

Ela é Bacharel em Fonoaudiologia, Doutora em Ciências Medicas pela USP, Mestre em Psicobiologia pela USP. Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Docente do Centro Universitario Adventista de Sao Paulo. Preparadora e Produtora Vocal. Amante e Pesquisadora da Voz em suas mais diversas formas.


Classificação vocal, é um assunto muito sério. Uma classificação vocal inadequada, pode influenciar diretamente na saúde vocal do cantor.


Alguns cantores ainda acreditam, que o bonito é cantar em um determinado naipe ... em tonalidade mais aguda ou mais graves.

Definitivamente, a beleza vocal não esta em cantar em um determinado naipe e sim, explorar sonoridades, elementos vocais e habilidades em cada naipe.

A classificação vocal não deve ser feita comparando a voz cantada com a voz falada pois, voz falada e voz cantada são realidades diferentes (no que se refere a fisiologia vocal – ajustes fonatorios ).

Alguns cantores, possuem uma flexibilidade muscular grande, que os permite cantar utilizando uma tessitura vocal maior. Vale aqui descrever, que TESSITURA vocal é diferente de EXTENSÃO vocal.

TESSITURA VOCAL - Refere-se aos tons que o cantor pode emitir sem esforço, e com habilidades vocais.

EXTENSÃO VOCAL - Refere-se ao máximo de tons que o cantor pode emitir tanto nas freqüências graves, quanto nas freqüências agudas. Nesta medição, o que esta sendo avaliado e a maior possibilidade muscular vocal, do cantor.

Não se deve cantar jamais dentro da Extensão vocal ou seja, não é por que o cantor alcança aquela nota que ela pode ser cantada com saúde e habilidade vocal.

A classificação vocal deve englobar alguns parâmetros tais como:

1. O exame de videolaringoestroboscopia (onde podemos ver a flexibilidade das pregas vocais nos diferentes tons e termos resultados especificos de frequencias emitidas)

2. A classificação do naipe vocal à partir de tabelas classificatórias cientificas de tessitura e extensão. Nestas tabelas, é possível observar a confortabilidade vocal nos diferentes registros, bem como as quebras nas passagens dos registros e estabilidade vocal nos diferentes tons.

3. Observação e anotações do preparador vocal em relação às habilidades vocais do cantor.

A avaliação da tessitura vocal deve ser periódica. Se considerarmos o desenvolvimento e a aquisição de novos ajustes vocais, ela ira variar de acordo com o desenvolvimento vocal do cantor.

Já a extensão vocal varia de acordo com fatores ligados ao desenvolvimento ontogênico do ser humano (mudanças anatômicas que ocorrem de acordo com as diferentes idades de vida)

Muitos cantores desenvolvem problemas vocais por uma classificação vocal inadequada.

A dor e a rouquidão, podem ser um sinal de que alguma coisa não está bem.

Se todas as vezes que você faz uso da voz para o canto, você sente dor, ou fica rouco logo em seguida ou durante a apresentação ou ensaio, provavelmente você esta usando sua musculatura vocal de maneira inadequada e se esforçando para produção de tons que não sejam confortáveis a você.

Você deve passar por nova avaliação em relação a sua classificação vocal e procurar um fonoaudiólogo especialista em voz que possa melhor orientá-lo.

Abraços,
Nádia Teixeira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MEC defende brincadeiras em toda a educação infantil

GABRIELA ROMEU


DE SÃO PAULO

A coordenadora de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Rita de Cássia Coelho, fala à Folha sobre a importância da brincadeira nos primeiros anos escolares.

Professor americano defende uma nova sociologia da infância


FOLHA: Qual a ênfase que o documento 'Diretrizes Nacionais da Educação Infantil' dá à importância do brincar na educação infantil? É suficiente?

COELHO: As novas diretrizes da educação infantil dão à brincadeira um papel estruturante. Elas determinam que o currículo da educação infantil deve ser estruturado a partir de dois eixos: interações e brincadeiras.

De acordo com as diretrizes, a brincadeira tem uma função importante que estimula a imaginação da criança. Por meio do brincar é que a criança vai significar e ressignificar o real, tornar-se sujeito e partícipe. Ao brincar, as crianças exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual vivem, incorporando-se e, ao mesmo tempo, questionando regras, papéis sociais e recriando cultura. Nos jogos de faz de conta, por exemplo, a criança recria situações que fazem parte de seu cotidiano, trazendo personagens e ações que fazem parte de suas observações. As brincadeiras são repletas de hábitos, valores e conhecimentos do grupo social ao qual pertence. Por isso dizemos que a brincadeira é histórica e socialmente construída.

Brincar implica troca com o outro, trata-se de uma aprendizagem social. Nesse sentido, a presença do professor é fundamental, pois será ele quem vai mediar as relações, favorecer as trocas e parcerias, promover a integração, planejar e organizar ambientes instigantes para que as brincadeiras aconteçam.

O professor precisa refletir sobre a importância e o papel das brincadeiras no seu trabalho. E deve fazer de todas as atividades de educar e cuidar um brincar: no banho, nas trocas, na alimentação, na escovação dos dentes, na "contação" de histórias, no cantar, no relacionar. Brincar dá à criança oportunidade para imitar o conhecido e construir o novo.

Portanto, do ponto de vista de diretrizes é suficiente, importante e decisivo o que dizem sobre brincadeira. O desafio é como concretizar isso.

Diante de um tema tão importante nos anos iniciais, o MEC planeja desenvolver uma ação diferenciada ou uma pesquisa?

O Brasil tem vários grupos de pesquisadores que se dedicam a essa questão e eles apontam evidências sobre a importância do brincar. O Ministério da Educação dá providências para implementar uma compra governamental de brinquedos, entendidos como materiais pedagógicos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental.

O que queremos com isso é dar uma identidade à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental coerente com as características desta faixa etária e com as necessidades das crianças.

Como avalia o tempo e o espaço dedicados ao brincar?

Na educação infantil todo tempo deveria ser de brincadeira. O brincar não é só uma atividade, mas uma forma de estabelecer relações, de produzir conhecimento e construir explicações. Então, na verdade, não deveria existir tempo de brincar pois na educação infantil a brincadeira deve ser contínua.

A questão do espaço é um dos grandes desafios, pois na educação infantil eles são precários, principalmente nos grandes centros urbanos em que a disponibilidade é limitada. O espaço muitas vezes é insuficiente não só para a brincadeira, mas até para o conforto das crianças. É preciso pensar em como melhorar a qualidade dos espaços. O interessante é que com o brincar, as crianças conseguem transformar os espaços. Por isso é importante a escola potencializar outros espaços disponíveis como as áreas externas, no entorno do prédio escolar.

O Ministério da Educação oferece assistência financeira aos municípios e ao Distrito Federal para construção, reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas da educação infantil, por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

Iniciado em 2007, o programa formalizou até agora 2.348 creches em 2.151 municípios. Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), prevê o repasse de recursos para a construção de 1.500 escolas em 2011.

terça-feira, 5 de abril de 2011

DEZ ERROS MAIS COMUNS NAS FESTAS ESCOLARES

Todos podem contribuir com textos e artigos significativos para nossa prática aqui no blog.
Este texto está no Site da Nova Escola, entretanto, quem o leu e compartilhou conosco.
Agradeço a Professora Eunice - atualmente Coordenadora Pedagógica do EACA - MT.
Boa leitura!!!


Aulas perdidas, desrespeito à diversidade cultural e à liberdade religiosa... Saiba como evitar esses e outros equívocos


Julia Priolli (gestao@atleitor.com.br)

Durante o ano, temos 11 feriados nacionais - na média de um a cada cinco semanas -, um monte de datas para lembrar pessoas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Índio) e fatos históricos (Descobrimento do Brasil, Proclamação da República). Sem contar os acontecimentos de importância regional. Nada contra eles. O problema é que muitas vezes a escola usa o precioso tempo das aulas para organizar comemorações relacionadas a essas efemérides. O aluno é levado a executar tarefas que raramente têm relação com o currículo. Muitos professores acreditam que estão ensinando alguma coisa sobre a questão indígena no Brasil só porque pedem que a turma venha de cocar no dia 19 de abril - o que, obviamente, não funciona do ponto de vista pedagógico.

Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples - e importante - propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.

1. Usar as datas festivas como base para o currículo - O desnecessário vínculo com efemérides

Essa palavra estranha tem origem na astronomia e dá nome a uma tabela que informa a posição de um astro em intervalos de tempo regularmente espaçados. No popular, o termo é usado no plural e significa a seqüência de datas lembradas anualmente. Algumas têm dia fixo (Independência, Bandeira); outras, não (Carnaval, Dia das Mães). Até aí, nada de mais. O problema é quando a escola usa tudo isso como base para montar o currículo. "Planejar o ano letivo seguindo efemérides desfavorece a ampliação de conhecimentos sobre fatos e conceitos", afirma Marília Novaes, psicóloga e uma das coordenadoras do programa Escola que Vale, de São Paulo. Exemplo? Dia do Índio. A lembrança não envolve estudos sobre as questões social, histórica e cultural das nações indígenas brasileiras. Para haver aprendizagem, é preciso muita pesquisa e mais do que um dia festivo. Outro caso? Folclore. A escola é invadida por cucas, sacis e caiporas em agosto, já que o dia 22 é dedicado a ele por decreto. Ora, se o planejamento prevê o uso de parlendas e trava-línguas durante o processo de alfabetização e de estruturas narrativas, no ensino de Língua Portuguesa, que tragam informações sobre tradições, crenças e elementos da cultura popular, isso basta para que o tema seja tratado em qualquer época. Sem contar os tópicos cuja expressividade é questionável (Semana da Primavera) ou controversa, como o Dia dos Pais e o das Mães: "Enfatizar datas comerciais como essas é ignorar as mudanças no perfil da família brasileira, que nem sempre conta com as duas figuras em casa", completa a psicóloga.

2. Desrespeitar a liberdade religiosa

Dos 11 feriados nacionais, cinco têm origem no catolicismo (Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal). As escolas que seguem essa religião lembram as datas. O problema é que as escolas públicas também. Segundo a Constituição da República, o Brasil é um Estado laico, ou seja, sem religião oficial. Porém, em quase todas as unidades de ensino há algum tipo de comemoração: as crianças da Educação Infantil (não importa se têm ou não religião) se fantasiam de coelhinho e pintam ovos em papel mimeografado. No fim do ano, uma árvore de Natal, com bolas e luzes, é montada na recepção ou no pátio. Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nos anos 1990, a maioria da população brasileira (73%) é católica. Mas uma escola inclusiva não esquece que os filhos dos 15% de evangélicos e dos 12% de seguidores de outros cultos ou não pertencentes a um deles também estão na sala de aula, certo? Para Renata Violante, consultora pedagógica do Instituto Sangari, em São Paulo, os educadores não podem dar a entender que uma religião é superior a outra (quais são mesmo as datas importantes para espíritas, judeus, budistas, islâmicos e tantos outros?). Existem espaços próprios para cultos. Definitivamente, a escola não é um deles. As festas juninas são um caso à parte: elas se tornaram uma instituição e perderam o vínculo religioso. O enfoque folclórico, resgatando alguns hábitos e brincadeiras e a culinária do homem do campo, torna-as mais democráticas.

3. Confundir o currículo e o tema da festa

A festa não ter relação com o currículo é um problema. Mas outro tão grave quanto é usá-la como pretexto para ensinar. "Já que temos de fazer bandeirinhas para enfeitar barraquinhas, então vamos aproveitar para ensinar geometria", pensam alguns professores bem-intencionados, esquecendo que um ensino eficiente requer planejamento, avaliação inicial e contínua e uma seqüência lógica que leve à construção do conhecimento. É como se, de repente, estimar a quantidade de pipocas no saquinho virasse conteúdo de Matemática.

4. Subaproveitar as aulas de Arte

Não raro, o espaço que seria utilizado para essa disciplina é convertido em oficina de enfeites. Para colocar o aluno em situação de aprendizagem, é papel do professor de Arte propor atividades que favoreçam o percurso criador. "A subjetividade não pode ser ofuscada pelo sentido objetivo e funcional do ornamento, com caráter unicamente estético", afirma José Cavalhero, coordenador pedagógico do Instituto Rodrigo Mendes, em São Paulo. Na confecção de bandeirinhas, por exemplo, as crianças são orientadas a seguir um modelo preestabelecido sem dar espaço a suas marcas pessoais nem enfatizá-las. O modelo, que serviria apenas como referência para a elaboração de outras possibilidades, vira matriz para cópias – e a arte é um procedimento mais abrangente do que isso. A produção do estudante deve ter um propósito maior do que atender à expectativa do professor. "Caso a ocupação do ambiente festivo seja encarada como uma instalação ou intervenção artística, aí, sim, o aluno aprende em Arte", afirma Cavalhero.

5. Estereotipar os personagens

Caipira com dente preto e roupas remendadas em junho, cocares e instrumentos de percussão em meados de abril. Esses estereótipos não correspondem à realidade. Homens e mulheres que moram no interior não se vestem dessa maneira, e os índios brasileiros vivem em contextos bem diferentes. "É inconcebível se divertir com base em elementos que remetem à humilhação e à ridicularização do outro", diz Mario Sérgio Cortella, filósofo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em sua opinião, essas práticas destoam da intenção educativa acolhedora e pluralista, pois, toda vez que se trata o outro com estranhamento, se promove a idéia de que há humanos que valem mais e outros, menos. "Quadrilha, sim, mas sem maquiagem nem fantasias grotescas que humilhem o homem do campo", completa Cortella.

6. Obrigar todos a participar

"Professora, não quero dançar", diz um. "Tenho vergonha de falar na frente de todo mundo", avisa outro. Quem já não ouviu essas frases dias antes de um evento escolar? Quando a festa nada tem a ver com a aprendizagem, os alunos não são obrigados a participar. Nesses casos, é proibido causar qualquer tipo de constrangimento a eles. Cabe ao professor colocar pouca ênfase nos momentos não relacionados ao aprendizado. "Imagine o que uma criança sente quando é colocada à força no meio da quadrilha. É uma atitude desrespeitosa com os sentimentos e a individualidade dela", afirma Maria Maura Barbosa, do Centro de Documentação para a Ação (Cedac), de Paraupebas, a 700 quilômetros de Belém. Ela afirma ainda que alguns pais optam por não se envolver por razões financeiras. "Quem não tem condição de arcar com uma fantasia para os filhos fica envergonhado e não participa. Fala-se tanto em inclusão, mas as festas às vezes excluem."

7. Não ter uma finalidade certa para os recursos arrecadados

Pequenas reformas, mobiliário novo, material pedagógico... Quando a verba que vem da secretaria não dá para comprar tudo, pensa-se em festa para arrecadar fundos. A comunidade é convidada, participa, gasta, e muitas vezes não fica sabendo o destino dos recursos. Pior, às vezes o dinheiro que seria usado na ampliação da biblioteca ou na compra de computadores vai para outro fim. A solução é divulgar o objetivo da iniciativa e prestar contas quando o bem for adquirido. Em tempo: a arrecadação sempre aumenta quando bebidas alcoólicas são vendidas. Renata Violante não acredita em meio-termo: "A bebida deve ser proibida. Os diretores que inventem outras maneiras de obter mais dinheiro".

8. Ter como objetivo principal apenas atrair os pais

Eles não costumam ir às reuniões, não conversam com os professores sobre o avanço dos filhos e mal conhecem a escola. Os diretores pensam: "Quem sabe, para se divertirem, os pais venham até nós". Embora os momentos de confraternização com os familiares sejam importantes, eles não devem ser a única maneira de envolvê-los. Reuniões marcadas com antecedência e planejadas para compartilhar o processo de aprendizagem e a produção intelectual, artística e esportiva das crianças são as iniciativas que exibem os melhores resultados quando o objetivo é atrair e conquistar as famílias.

9. Usar as festas como única maneira de socializar a aprendizagem

Um dos objetivos da escola deve ser exibir a produção intelectual e artística do aluno, principalmente aos pais, nas mais variadas ocasiões. Fazer uma festa é apenas uma possibilidade, por isso não deve ser usada em excesso. Geralmente, o caráter de recreação costuma dificultar a apresentação dos saberes. "Já feiras e exposições favorecem o foco no conhecimento e permitem ainda situações de comunicação oral formal, importante maneira de compartilhar o aprendizado", explica Maura Barbosa, do Cedac. Exemplos: um seminário sobre um conteúdo trabalhado em Ciências ou um sarau de poesia. (E, depois disso tudo...)

10. Jogar tempo fora

Usar a sala de aula ou o período que deveria ser dedicado a atividades pedagógicas para os preparativos é um desrespeito com as crianças e com o compromisso que a escola tem de ensinar. "O diretor raramente investe na reflexão sobre os indicadores de aprendizagem dos alunos o mesmo tempo que gasta com a produção dos eventos. O professor, por sua vez, deixa de promover situações intencionais de ensino", afirma Maura. Se a festa não é concebida como maneira de contextualizar os conteúdos aprendidos, ela deve ser organizada sempre em horários alternativos aos das aulas.

Tem de ter festa!

Ninguém é contra festas, desde que elas sejam para recreação pura e simples ou uma maneira de socializar o aprendizado. As do primeiro tipo podem envolver todos e ser muito divertidas, desde que não ocupem o tempo de sala de aula na organização. Já as que são planejadas para finalizar o estudo de determinado conteúdo exigem muito preparo. Quando o evento faz parte do projeto didático, o tema precisa ser previsto no currículo (e é dispensável a relação com efemérides) e nada mais justo do que usar o tempo de sala de aula para a sua produção (que também envolve aprendizado). Antes de bolarem o evento junto com o professor, os alunos certamente serão convidados a pesquisar, levantar hipóteses, realizar diversos tipos de registros e trocar conhecimentos com os colegas. Já que a festa é uma das etapas do processo, fica proibido deixar alguém de fora. Se um aluno não quiser participar por qualquer motivo, cabe ao professor envolvê-lo e ajudá-lo a superar as dificuldades que surgirem, seja em relação a timidez, seja em relação a habilidades de comunicação.

Publicado em NOVA ESCOLA, Edição 213, JUNHO 2008, com o título Equívocos em série.

Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/equivocos-festas-escola-447945.shtml

domingo, 3 de abril de 2011

Opinião: O PNE e a formação docente


''O país precisa urgentemente resgatar o valor do professor na sociedade, tornando a carreira do magistério objeto de desejo para os jovens'', diz Mozart Neves Ramos


* Mozart Neves Ramos

O Ministério da Educação (MEC) encaminhou, no fim do ano passado, ao Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que contém as metas e estratégias que servem como diretrizes para melhoria da Educação brasileira nos próximos 10 anos (2011-2020).

Trata-se de um projeto de 20 metas com importante foco na Educação básica e com estratégias bem definidas para se alcançar cada uma delas. E, como o grande desafio é prover uma Educação pública de qualidade para todos os brasileiros, fica claro nesse novo PNE a preocupação com a valorização do magistério.

O país precisa urgentemente resgatar o valor do professor na sociedade, tornando a carreira do magistério objeto de desejo para os jovens, assim como é nos países que estão no topo da Educação mundial, como Finlândia, Coreia do Sul e Cingapura.

Na Finlândia, por exemplo, ao contrário do que ocorre no Brasil, é extremamente alta a demanda pelo programa de formação de professores em sala de aula oferecido nas universidades: há tantos candidatos que apenas 10% podem ser admitidos.

Nesse sentido, o novo PNE traz três metas importantes para enfrentar o desafio da formação docente. Uma delas, a meta 15, trata da necessidade de garantir a todos os professores da Educação básica formação específica de nível superior em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

O último Censo do Professor, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, o Inep, mostrou que, dos professores que ensinam a disciplina de física, apenas 25% foram, de fato, formados em física. Quando secretário de Educação do Estado de Pernambuco, muitas vezes me deparei com situações em que alguém formado em geografia, por exemplo, lecionava química.

Quando perguntava como conseguia, a resposta era imediata: “Aqui a gente tem que se virar como pode”. Depois vi que essa situação não era apenas local, mas disseminada por todo o país.

Para que a formação do professor seja de boa qualidade, tanto a inicial como a continuada — que hoje serve muito mais para tampar os buracos deixados pela inicial —, é preciso que a Educação básica entre na agenda de prioridade das universidades brasileiras.

Os currículos oferecidos na formação inicial nas licenciaturas são distantes da realidade da escola pública. Recente trabalho realizado pela professora Bernadete Gatti mostrou o descompasso entre a formação oferecida pelas universidades e a sala de aula. A prática de ensino é algo que apenas tangencia os currículos dos cursos de formação de docentes.

Mas é óbvio que, para atrair os jovens mais talentosos e preparados do ensino médio, é preciso assegurar salário inicial atraente. A meta 17 do novo PNE procura enfrentar esse desafio, pois expressa a necessidade de se aproximar o rendimento médio do profissional do magistério, com mais de 11 anos de escolaridade, ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Além do salário, para que haja a retenção de talentos também é preciso oferecer uma carreira pautada no mérito e no desempenho do professor, a exemplo dos países que estão hoje no topo. E isso o novo PaNE também traz na sua meta 18, pois entende a necessidade, no prazo de dois anos, de implantar planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Naturalmente, tudo isso custa dinheiro. Nesse sentido, a meta 20 do PNE coloca a necessidade de se ampliar progressivamente o investimento público em Educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto do país.

É um plano que conta com as necessárias metas e estratégias para a valorização da carreira do magistério. Portanto, agora, precisa receber prioridade do Congresso Nacional na sua apreciação e votação, para que entre o mais rápido possível em vigor.

Fonte: Correio Braziliense (DF)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Monitoria Escolar


Em cada escola existem agentes que possibilitam um melhor trabalho junto aos nossos alunos e professores.
Sem dúvidas a Monitoria Escolar envolve muitos destes agentes.
Na Rede Adventista para o Mato Grosso elaboramos este material, que não tem um fim em si mesmo, e  nem abrange as realidades de cada espaço educativo, entretanto pode contribuir para a formação, orientação daqueles que exercem a função de monitor em escolas.
Assim, espero que seja útil o conteúdo aqui contido.

Até a próxima!!!

Nádia Teixeira da Silveira (março de 2011) atua na Coordenação Pedagógica Geral da Rede Adventista para o estado do Mato Grosso - É formada em Pedagogia, com pós-graduação em Psicopedagogia, Educação Especial, Docência para o Ensino Superior e mestranda em Educação pela UFMT - nadiacac@hotmail.com


Apresentação


Todo e qualquer indivíduo que se propõe a atuar profissionalmente numa escola torna-se consequentemente um educador. Dele se espera apresentação pessoal, posturas, ações, entre outros, que o habilite em sua função.

A Educação Adventista busca reinteirar no homem o propósito do criador, por isso:

Concebe-se o homem como um ser inteligente (em permanente mudança e capaz de aperfeiçoar-se), livre (com capacidade de autonomia dentro de um marco de ação), social (que vive em sociedade) e dotado de espiritualidade (transcedente e em contínuo aprimoramento). (Pedagogia Adventista, 2009, p. 32)
Enquanto educadores há necessidade de um olhar que compreenda o outro, que perceba sua trajetória de vida, que enxergue além do que se pode ver no exterior. Que entenda que existe um ser completo. Isso se faz imprescindível...

A fim de compreendermos o que se acha envolvido na obra da educação, necessitamos considerar tanto a natureza do homem como o propósito de Deus ao criá-lo. Precisamos também considerar a mudança na condição do homem em virtude da entrada do bem e do mal, e o plano de Deus para ainda cumprir Seu glorioso propósito na educação da raça humana (WHITE, Educação, p. 14)
Realizar nossa função da melhor maneira requer estudo, vivência, prática. Nem sempre é possível iniciar uma trajetória profissional sem conhecimento prévio da função a ser desenvolvida. O dia a dia nos envolve de tal forma com as urgências que pode ocorrer a perca de foco nas ações. Um estudo de cada função que compõe o espaço escolar pode colaborar para uma ação mais significativa e precisa, que realmente atenda o que a escola, os alunos precisam.

A dimensão escolar é um espaço propício para que profissionais se desenvolvam para atender adequadamente nossos alunos, entretanto, muito tempo é gasto ao esperar que as vivências proporcionem o crescimento ao educador, e quase nunca podemos prorrogar o tempo para um trabalho mais eficaz devido sua urgência inicial. Buscando preparar melhor o profissional que atenderá nossos alunos na monitoria escolar, elaboramos este material que é regido de acordo com o Regimento Escolar, bem como o Projeto Político Pedagógico da Rede Educacional Adventista no Estado do Mato Grosso, focando ações que o monitor deve realizar na escola, seus direitos, deveres, e comentários sobre algumas ações.

Sabemos que este material não encerra todas as ações, pois a escola é dinâmica e exige adaptações constantes para melhor acompanhar nosso aluno e todos que usufruem da mesma.

Contudo, todos aqueles que adentrarem em nossas escolas para a função de monitor escolar, terão um suporte de premissas que auxiliarão nas ações desta função, sendo o monitor, nosso também educador.


Ações do dia a dia

Para início de conversa, consideremos as atribuições dos Coordenadores Disciplinares e Monitores. Muitas das ações se fundem, pois a escola é dinâmica. Nas escolas que não possuem o Coordenador Disciplinar, muitas ações são de incumbência da Monitoria. Os comentários necessários encontram-se em itálico:

Atribuições da Coordenação Disciplinar

1. Orientar os monitores no cuidado com os alunos para que estejam em sala nos horários de aula, aguardando o professor sentado e em silêncio;

Os alunos devem receber as orientações de que devem estar dentro da sala nos horários de aula, se ausentando das mesmas apenas com a autorização do professor.

2. Coibir qualquer ação agressiva ou discriminatória;

3. Propiciar aos alunos o desenvolvimento do senso de respeito mútuo e cordialidade;

4. Encaminhar o aluno à Orientação Educacional quando não conseguirem resolver o problema ou mesmo for além de sua competência;

5. Estar em plena sintonia com os demais setores e cooperar nas atividades de cada um de acordo com a necessidade;

6. Ficar atento ao acesso e uso correto dos sanitários masculino e feminino, zelando para que não haja desperdício de água, sabonete, papel higiênico e toalhas, promovendo a conscientização dos alunos;

7. Manter a disciplina nos pátios, corredores, e nas salas de aula durante a ausência do professor com a monitoria;

8. Manter em alerta a todo e qualquer perigo que se ofereça aos alunos por pessoas estranhas ou pelos colegas;

9. Monitorar as atividades discentes desde o momento da entrada. Deverão observar e zelar para que os alunos estejam devidamente uniformizados, movimentem-se com segurança nos pátios e espaços internos, brinquem de forma amistosa e segura nos recreios, entrada e saída;

10. Monitorar todas as atividades dos alunos através da monitoria, não devendo restringir a atenção a um único aluno ou grupo por muito tempo;

11. Não permitir brincadeiras, jogos e ou atividades que estimulem a agressividade, violência, desrespeito ou todos os tipos de preconceitos. Tais atitudes devem ser consideradas pelo monitor como falta grave, e os envolvidos encaminhados imediatamente à Coordenação disciplinar e/ou Orientação Educacional;

12. O Coordenador Disciplinar deverá demonstrar amizade, cordialidade, gentileza e autoridade no trato com os alunos, pais e visitantes.



Atribuições da Monitoria

1. Acompanhar o início e o término das aulas mantendo a ordem nos horários de troca de professores;

O acompanhamento sistemático das aulas, diminui a indisciplina, prevenindo saídas da sala de aula em momento inoportuno. Verificar se ainda há sala sem professor e sanar o problema é mais uma forma de prevenção indisciplinar.

2. Assessorar os professores, providenciando material didático e pedagógico;

Junto à Coordenação Pedagógica, disponibilizar um cronograma de uso dos recursos disponíveis na escola, considerando horário da aula e reserva do professor. De acordo com a reserva do professor, preparar os recursos para uso na aula.

3. Auxiliar na realização de comemorações escolares;

Atentar para as necessidades das comemorações e providenciar o que for preciso.

4. Conhecer a Linha Pedagógica Adventista e participar da elaboração, execução e avaliação da Proposta Pedagógica;

Solicitar uma cópia da Proposta Pedagógica da Escola e do Regimento para leitura.

5. Contribuir para a preservação do patrimônio da unidade escolar, comunicando irregularidades constatadas;

Manter uma escola em ordem, sempre comunicando o que se encontra fora do padrão é tarefa valiosa, pois demonstra organização e cuidado.

6. Controlar os horários de entrada e saída dos educandos, permanecendo nas imediações dos portões, para prevenir acidentes e irregularidades;

7. Encaminhar ao setor responsável os educandos retardatários;

O monitor receberá orientações de como proceder, considerando que cada escola possui uma realidade. Há escolas em que o monitor realizará os procedimentos com os alunos, ligando e comunicando os responsáveis, procedendo algumas vezes com a advertência junto aos retardatários. Onde há Coordenador Disciplinar, o mesmo norteará algumas das ações do monitor.

8. Encaminhar ao setor competente da unidade escolar os educandos que apresentarem problemas, para que recebam a devida orientação ou atendimento;

Neste item, também precisará avaliar a realidade da escola. As fichas de acompanhamento, ou de advertência devem servir ao professor, que esgotada as tentativas de resolver problemas com o aluno, o encaminhará ao monitor, que por sua vez atenderá o aluno, trabalhando especialmente a conscientização dos problemas, refletindo sobre o que pode ser diferente na ação do educando para superação do fato em questão. Após sua tentativa, não havendo resolução, se buscará o setor competente, que poderá ser: Coordenação Disciplinar, Orientação Educacional (procurar em último caso, quando se referir a questão disciplinar), Direção Escolar.

9. Participar da avaliação da unidade escolar com vistas a melhoria do processo educacional;

10. Percorrer as diversas dependências da unidade escolar, observando os educandos para detectar irregularidades, necessidades de orientação e auxílio;

11. Prestar assistência aos educandos em casos de emergência;

Em casos de acidentes dentro da escola, o monitor atenderá o aluno, receberá informações da direção de como comunicar os responsáveis, e o fará via telefone. O mesmo poderá junto à secretaria da escola, entrar em contato com o seguro acidente escolar e informar aos pais os devidos procedimentos para atendimento.

12. Verificar as condições de higiene e ordem das salas, antes do início das aulas ou após o seu término;

Após verificação, caso a sala não esteja pronta para receber os aluno, comunicar ao serviço gerais para que organizem o que for preciso. Quando necessário, auxiliar na organização das carteiras.

13. Verificar o uso devido do uniforme escolar;

O uniforme é parte importante na escola, ele padroniza e diminui possíveis comparações. O mesmo deve ser exigido. O não uso sujeita o aluno à advertência.

14. Zelar pela observância dos princípios filosóficos da unidade escolar;

15. Acompanhar as agendas dos alunos quinzenalmente e comunicar aos responsáveis e orientador educacional possíveis problemas (quando não houver comunicar o coordenador pedagógico).

Verificar na escola como será o acompanhamento, se usará carimbos, como ocorrerá a discriminação no sistema de secretaria quando o aluno não assinalar suas tarefas, etc.

Organizar e sistematizar uma lista com ações, como a que se apresenta acima é fácil, entretanto, a maior necessidade é de reflexão sobre a ação, num contexto de trocas entre pares, discussões, reflexões, análises de forma individual e principalmente de forma colaborativa. As mudanças são possíveis quando analisada a trajetória do grupo que compõe a escola, e quando a equipe se concentra numa perspectiva de formação continuada, com clareza de objetivos, que visam em especial a construção ou reconstrução de ações mediante discussões. A aprendizagem só ocorre quando paralelo a ela há mudança.


Para continuar nosso propósito de aprendizagem, vamos analisar e refletir sobre o texto abaixo, o mesmo transcorre sobre pontos específicos para se trabalhar com crianças da Educação Infantil ou mesmo Ensino Fundamental – Séries Inicias, o trecho é um recorte do PQD 2008 da Professora Elys Moraes.



O monitor escolar

A Monitoria possibilita a experiência do cotidiano educacional promovendo a integração com alunos e professores, a participação em diversas funções e organização no setor.

Pode-se considerar que o monitor escolar tem como prioridade auxiliar os professores em sala de aula no acompanhamento e distribuição das tarefas, bem como: orientar os alunos juntamente com a professora quanto à higiene, lazer, vestuário, medicação, refeições e repouso; conduzir as crianças ao banheiro, dar banho caso necessário, escovação de dentes, fazer uso do sanitário, acompanhar diretamente essas atividades; manter as crianças sempre limpas e com roupas e calçados adequados a todas as situações; ajudar a servir a merenda ou lanche, e dar na boca quando for o caso; executar juntamente com a professora atividades recreativas, educacionais e ocupacionais com as crianças, bem como acompanhá-las em passeios fora da escola; informar a coordenação qualquer problema de saúde com as crianças para posterior atendimento médico; manter vigilância constante sobre as crianças, prevenindo acidentes que coloquem em risco a saúde e ou a vida das mesmas; garantir que todos tenham um comportamento adequado nos horários de refeições, fazendo com que tenham uma boa alimentação, que sentem corretamente em seus lugares e comam adequadamente; comunicar a coordenação qualquer irregularidade ou ocorrência com as crianças; manter-se ocupada com atividades em sala, no horário do repouso das crianças; deixar a sala de aula em ordem, após o término das atividades do dia; participar de eventos, palestras e treinamento sempre que solicitado pela chefia; executar outras atividades similares as acima descritas, a critério do seu chefe imediato; o ocupante do cargo é responsável pela guarda e manuseio do material da escola, que é usado em sala de aula ou fora dela.

A educação infantil e mesmo o trabalho desenvolvido com crianças pequenas exige que o monitor tenha a sensibilidade de se adequar aos conteúdos diversos do universo infantil até conhecimentos de áreas especificas e atualidades, além de ser necessário que estejam comprometidos com a prática educacional, capazes de responder às demandas familiares e das crianças, assim como às questões específicas relativas aos cuidados e aprendizagens infantis. É interessante que o monitor propicie a socialização das descobertas das crianças, isso ocorre quando se organiza as situações para que as crianças compartilhem as atividades, propiciando assim uma interação social.

Considerar que as crianças são diferentes entre si, necessita de uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas necessidades e ritmos. Essas necessidades promovem avanços naquilo que a criança é capaz de realizar com a ajuda dos outros, ou seja, no seu desenvolvimento potencial.


Uma das grandes frentes de trabalho da Monitoria, refere-se a disciplina. O próximo trecho para leitura procede também do PQD 2008 da Professora Elys Moraes.



O monitor e a indisciplina

No dicionário da língua portuguesa a palavra disciplina quer dizer ensino. Certamente a indisciplina de uma criança pode originar de alguns fatores, mas os pais podem perceber essa situação em seu início, não saber ou não conseguir dizer “não” ou “sim” na hora certa, a dificuldade em estar impondo limites, na ausência de procedimentos que gerem obediência, a indisciplina se instala.

Sobre a questão da disciplina GARCIA (2002) nos diz que:

A disciplina não pode ser trabalhada a partir de mecanismos de controle comportamental, tal fenômeno já foi superado, o que se propõe atualmente é trabalhar a indisciplina enquanto fenômeno de aprendizagem. Dessa forma o aluno considerado indisciplinado não o é somente por haver rompido com regras escolares, mas porque não está desenvolvendo suas possibilidades cognitivas atitudinais e morais.
Podemos perceber que crianças em idades diferentes apresentam diferentes comportamentos e manifestações de indisciplina. Uma criança até os sete anos tem uma atitude e reações indisciplinadas diferentes de um pré-adolescente ou de um adolescente. Dessa forma, caso essas manifestações não sejam corrigidas no momento certo o problema pode ser maior, tornando-se adultos agressivos e violentos. Precisa-se trabalhar visando não mais um tipo ideal de homem, mas trabalhar em vista do sentido da vida humana. (MEDINA, 2004 p; 27).

Somos sabedores que cuidar dos filhos não é uma tarefa muito fácil, e nem educá-los é fácil. Com o advento de diversos conceitos psicanalíticos e psicológicos, que ganharam força em meados da década de 1970, algumas famílias em sua educação familiar, deixaram questões de disciplina ausentes, como é o caso dos limites. Crianças e adolescentes que possuam um comportamento indisciplinado na escola, consideram que podem tudo a qualquer hora. Não serão disciplinados só com a educação escolar, é preciso que haja harmonia entre família e escola.

Crianças e adolescentes indisciplinados e sem limites em casa, alunos indisciplinados e sem limites na escola. Desta forma, a indisciplina nos dias atuais deve ser vista como um fenômeno interativo que ocorre no contexto de sala de aula (AMADO, 2001, p.17).

A disciplina na escola pode ser vista não apenas como repressiva, mas de forma a conduzir a criança para a sociedade, com suas responsabilidades e deveres, respeitando cada estágio da idade do aluno. Nesse sentido trabalhamos a partir de um enfoque positivo, reconhecendo que a educação dos filhos é uma tarefa difícil e complexa. Acreditamos que os pais conhecem melhor do que qualquer outra pessoa quais são as necessidades de seus filhos e que desejam o melhor para eles.

Sendo assim, a indisciplina escolar esta intimamente ligada a tudo que diz respeito ao ensino, aos objetivos, as prática e perspectivas que orientam, além dos condicionantes próprios da aula, da escola, da comunidade e do sistema. (AMADO, 2001 apud Oliveira, 2004, p. 45).



Competências, Direitos, Deveres, Proibições e Medidas

Ainda exporemos as competências, direitos, deveres, proibições e medidas referentes a função da monitoria.


Competências

1. Adotar postura ética com todos os colegas da equipe e quando for necessário, fará suas observações com quem de direito;

2. Atender ao professor sempre que solicitado para troca de idéias sobre discentes;

3. Sua postura deverá ser sempre exemplar;

4. Encaminhar alunos aos setores da unidade escolar;

5. Não adotar em hipótese alguma postura preconceituosa;

6. Não apelidar, nem aceitar ou permitir apelidos entre alunos e colegas;

7. Não fazer comentários sobre os demais colegas de trabalho perante os alunos, pais ou visitantes;

8. Não usar gíria;

9. Responderá pelo almoxarifado;

Manter organizado o almoxarifado, com controle de saídas e entradas de materiais.

10. Saber que o professor é autoridade máxima em sala de aula não desautorizando o mesmo, nem fazendo qualquer comentário publicamente, ainda que a seu julgamento o professor esteja errado.


Direitos

1. Sugerir medidas para o bom andamento da unidade escolar;

2. Opinar sobre a segurança dos alunos.


Deveres

1. Trabalhar uniformizado conforme padrão da unidade escolar;

2. Zelar pela ordem e funcionamento da unidade escolar;

3. Organizar entradas e saídas dos alunos;

4. Manter a ordem durante o recreio;

5. Zelar pela integridade dos alunos durante o recreio;

6. Zelar pelo ambiente escolar, acompanhando os responsáveis pela limpeza e organização do mesmo;

7. Conhecer o regimento escolar e proposta pedagógica da unidade escolar.


Proibições

1. Ausentar-se do setor de trabalho em horário de expediente;

2. Contato físico com alunos e colegas em local e expediente de trabalho;

3. Uso de cabelos compridos, bonés e piercings para os homens;

4. Uso de tamancos, jóias, bijuterias, penteados excêntricos, piercings e pinturas extravagantes para mulheres.


Medidas

1. Observação verbal ou por escrito quanto ao não cumprimento de seus deveres ou realização de proibições pela equipe pedagógica;

2. Encaminhamento para a equipe administrativa, a qual, em consonância com a mantenedora, tomará as devidas providências.


Considerações

Os comentários e ações aqui discriminadas servem de base para direcionar o trabalho da monitoria, contudo, as reflexões não se encerram, e muito ainda pode ser feito para o aprimoramento da função.

A base principal de qualquer função deve ser a reflexão na prática, com vista a mudança de posturas e quebra de paradigmas.

Que a cada dia possamos crescer nas trocas e realizar o melhor pela Rede de Educação Adventista no Estado, Brasil e Mundo.


Referências Bibliográficas

RIVAS, Selena Castelão.(org.) Pedagogia Adventista. Educação Adventista – Departamento de Educação. Tatuí, CPB, 2009.

WHITE, Ellen. Educação. Tatuí, CPB, 2008.

Moraes, Elys. PQD 2008. Departamento de Educação. Cuiabá, 2009.
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