Páginas

Mostrando postagens com marcador orientação educacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador orientação educacional. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de maio de 2011

Estudante com dislalia – como proceder?



Gostaria de obter um programa eficiente que eu pudesse usar com minha aluna que tem dislalia.
(L.R)
Eis alguns procedimentos que você, como professora, pode considerar:

1. Solicitar uma avaliação fonoaudiológica antes de iniciar a alfabetização, além de exames auditivos e oftalmológicos periodicamente (anual);
2. Evitar que a criança seja exposta frente ao grupo, expressando-se verbalmente;
3. Trabalhar com a classe o respeito às diferenças;
4. Evitar criar constrangimentos em sala de aula ou chamar a atenção para a falha de pronúncia;
5. Repetir somente a palavra correta para que a criança não fixe a forma errada que acabou de pronunciar;
6. Promover estimulação da percepção auditiva para que o aluno possa identificar e corrigir sua emissão de fonemas, sílabas, palavras e frases (aqui entra o gravador –sugestão acrescida);
7. Articular bem as palavras, fazendo com que as crianças percebam claramente todos os fonemas;
8. Oferecer a oportunidade da criança expressar seu pensamento por meio de provas orais e escritas, a fim de favorecer a aprendizagem das duas modalidades;
9. Nas avaliações por escrito, não descontar as falhas de grafia, quando forem provenientes de sua dificuldade de pronúncia das palavras.

Um procedimento interessante é brincar com jogos de trava-língua, que é um tipo de parlenda. Entretanto, não conhecendo sua aluna nem sabendo a gravidade de sua dislalia ou sua idade cronológica, aconselho-a a buscar primeiro a orientação de uma fonoaudióloga. De qualquer forma, veja algumas atividades de trava-língua. Caso a fonoaudióloga concorde, comece com as bem fáceis, para não frustrar a criança:

Um forte abraço e sucesso no trabalho!

[Fonte: http://www.dombosco.com.br/colegio/cpde_proposta_educacao_inclusiva.php ]

Busca no: http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-especial/762/estudante-com-dislalia-como-proceder.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

Newsletter 15.2011 - www.educacaoadventista.org.br

Mais uma Newsletter... cheia de novidades para todos nós!!!
Confira...

Blog Educacional

Fique por dentro das novidades e lançamentos da Casa Publicadora Brasileira e participe postando seus comentários e sugestões.

Acesse

Perguntas e Respostas

Estreou uma nova categoria no site Família, com o nome Perguntas e Respostas. A psicóloga Jociane Oliveira Santos responderá às dúvidas da família sobre o comportamento dos filhos.

Acesse e confira!

Amigos da Esperança

Confira as sugestões com ênfase no dia 16 de abril para alunos e ex-alunos das Escolas Adventistas.

Projeto para o Dia Livro

Em abril há três datas comemorativas relacionadas ao livro. Esta sugestão de projeto visa motivar os estudantes a desenvolverem o hábito de leitura, colocando-os em contato com vários tipos de obras.

Programa EducAção

Veja a última edição do programa EduçAção. O documentário é dirigido especialmente aos pais de alunos em idade escolar e a professores.

Assista ao episódio Casa na Árvore.

Uso do dicionário ao aprender Inglês

O dicionário é uma ferramenta muito importante no aprendizado de uma língua estrangeira.

Em Dicas de Estudo veja a orientação aos alunos para utilizarem essa ferramenta.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Newsletter 18.2010 - Portal Educação Adventista


Gosto muito de fotos, imagens, em especial as que nos proporcionam leituras... a imagem acima me faz pensar... o saber está ali disponível, de forma simples, acessível, necessita apenas da busca, da insaciedade, do desejo, do sonho, da dedicação... para se aproximar dele é preciso aconchego, carinho, contato real, que não fique apenas nas letras ou nos códigos, mas especialmente nas vivências, nas trocas, nas conversas e discussões... 
Acho que por tudo isso, escolhi esta imagem para compor mais esta Newsletter, que nos proporciona também contato com o saber... se aproxime, se aconchegue... boa leitura!!!


Header
Confira os dados atualizados sobre o Portal até o mês de novembro deste ano. A apresentação contém informações como: total de usuários cadastrados, informações de acessos, número de pageviews e serviços realizados.

Header
O que você sabe sobre aquecimento global? Sem esquentar a cabeça jogue este quiz.

Header
Dados da Organização Meteorológica Mundial mostram que a concentração de gases na atmosfera aumentou 25%.Veja quais são esses gases e seus principais causadores.

Header
Neste ano é comemorado o centenário do nascimento de Aurélio Buarque. Conheça a história desse lexicógrafo apaixonado pela Língua Portuguesa.

Header
Leia a entrevista com Sérgio Azevedo, idealizador do projeto Mutirão de Natal, que começou na cidade do Rio de Janeiro, e espalhou-se pela América do Sul.

Header
O projeto interdisciplinar visa despertar nos alunos o sentimento de solidariedade para com as pessoas necessitadas.

Header
Comparação, rotulagem e a competição atrapalham o relacionamento entre os irmãos.
Leia sobre o assunto Header

Abraços,
Nádia Teixeira

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Newsletter 14.2010 - www.educacaoadventista.org.br



Conhecendo o Portal

Neste período de matrículas, aproveite as peças publicitárias para divulgar os serviços oferecidos pelo Portal aos interessados em estudar na sua escola. Para a ocasião foi preparada a versão digital do folder de apresentação à família e aos professores.

Educação Infantil

Veja as novidades para as crianças e os eixos relacionados:

Memória em Números (Números)

Combinando Números (Números)

Na Feira Natureza e Saúde

Objetos Escolares Palavras


Fundamental I

Ideal para alunos que estão sendo alfabetizados, através do jogo é possível identificar e escrever os objetos apresentados:

Monte as Palavras


Fundamental II

Proclamação da República – Estes dois conteúdos são indicados como complemento à matéria de História do Brasil:

O Exército na Proclamação da República

Quiz – Proclamação da República


Atualidade

O Vulcão Merapi, um dos vulcões ativos na Indonésia entra em atividade a cada quatro anos.

Veja a notícia e o infográfico explicativo sobre o que ocasiona esse fenômeno da natureza


Visite o Blog do Gestor e fique por dentro de outras novidades.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

RECREIO DIVERTIDO: RESGATANDO VALORES ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS

Um breve comentário (Prof. Nádia Teixeira):
O PQD - Prêmio de Qualificação Docente, faz parte do Projeto "EducAção + 10" da Rede Adventista de Educação para o Estado do Mato Grosso.
O mesmo é uma  alusão à projetos desenvolvidos, ou estudados pelos Professores e Funcionários da Instituição Adventista na área Educacional. Os trabalhos selecionados são publicados na Revista Digital (CD) do PQD anualmente. Este é um projeto que incentiva a pesquisa e o desenvolvimento profissional do professor ou funcionário.
Quer saber mais? Poste um comentário, ou envie um e-mail para: nadia.teixeira@adventistas.org.br




Elys Moraes atuou como Monitora da Escola Adventista Centro América, no ano de 2008, sendo aluna do curso de  Pedagogia na Universidade do Estado do Paraná (UNOPAR) E-mail – elysmoraes@hotmail.com
 RESUMO

Este artigo apresenta a importância de se prevenir a indisciplina escolar. Somos sabedores que a solução para problemas de disciplina, coordenação motora, agressão na escola são grandes desafios a todos que se dedicam ao ensino. Essa realidade também é observada com os monitores escolares, exigindo deste profissional habilidade, agilidade, cuidado e bom senso ao abordar uma criança ou um grupo de crianças com diferentes anseios. O monitor precisa desenvolver uma conversa, brincadeiras ou aprendizagens orientadas que garantam a troca entre as crianças, de forma que possam comunicar e expressar seu modo de agir, de pensar e de sentir. Este artigo procura analisar as relações existentes entre o contexto das instituições educativas no que se refere ao papel do monitor escolar e o comportamento das crianças. Procuro apresentar uma articulação entre o projeto abordado, que consiste em práticas da atividade de pular corda, e a prática do currículo formal, transformando e aprimorando a qualidade da educação nas instituições escolares.
Palavras-chave: Monitor escolar, Disciplina, Indisciplina, Brincadeiras.

Monitor escolar: Brincar com disciplina

O Brasil tem um desafio, que é o de educar, e toda a sociedade civil e os governantes são os responsáveis pela vitória. Sabe-se que não é um desafio simples, tendo em vista a realidade educacional no país, a nossa crise ética, a discriminação e a violência reafirmam a necessidade de uma nova concepção de Escola e a sua nova responsabilidade na formação de cidadãos conscientes.

Na realidade, a aprendizagem, principal função social da escola na perspectiva da formação cidadã, envolve a aquisição de um conjunto de informações, habilidades e valores, todos socialmente relevantes. Também é evidente que, de forma complementar à importante atuação do professor em sala de aula, ocorrem significativos processos educativos nos demais ambientes da escola.

Avanços significativos na democratização do acesso, especialmente ao ensino fundamental, e na permanência do estudante na escola vêm possibilitando uma progressiva universalização do ensino. O atendimento às demandas oriundas do aumento da escolarização provocou a reestruturação da rede física nos sistemas de ensino, ocasionando a construção de mais e maiores prédios escolares, a contratação de mais trabalhadores, devido ao aumento das funções pedagógicas, administrativas e das denominadas “de apoio” ao projeto pedagógico e ao processo de ensino-aprendizagem. Esses funcionários, outrora identificados por serviçais, servidores, auxiliares e principalmente, por exercerem o papel de meros cumpridores de tarefas, são chamados agora para uma nova missão, em face das profundas e radicais transformações pelas quais passam a sociedade e a escola.


Hoje, com a progressiva expansão da escolarização, percebe-se que, mais do que ser instruída por professores, a população precisa ser educada por educadores, compreendendo-se que todos os que têm presença permanente no ambiente escolar, em contato com os estudantes, são educadores, independentemente da função que exerçam.

Considerando a realidade do ensino atual, merendeiras precisam também cuidar da educação alimentar, bibliotecários, ajudar na construção do hábito da leitura e da educação literária, secretários devem colaborar com o processo avaliativo do ensino e da aprendizagem, configurando-se a instituição de novas identidades funcionais. Nesse sentido, no Brasil, onde os direitos referentes à igualdade, como ao sistema educacional, à saúde, habitação, trabalho digno e alimentação, parecem estar tão longe de serem garantidos no cotidiano da vida e das relações sociais, onde convencionamos a ver esses auxiliares apenas varrendo o nosso pátio, lavando a nossa sala, cozinhando , vigiando, pegando e entregando nossos filhos na porta do carro, todos os envolvidos nesse processo escolar tem um papel importantíssimo na formação do ser humano para a vida.

O monitor escolar

A Monitoria possibilita a experiência do cotidiano educacional promovendo a integração com alunos e professores, a participação em diversas funções e organização no setor.

Pode-se considerar que o monitor escolar tem como prioridade auxiliar os professores em sala de aula no acompanhamento e distribuição das tarefas, bem como: orientar os alunos juntamente com a professora quanto à higiene, lazer, vestuário, medicação, refeições e repouso; conduzir as crianças ao banheiro, dar banho caso necessário, escovação de dentes, fazer uso do sanitário, acompanhar diretamente essas atividades; manter as crianças sempre limpas e com roupas e calçados adequados a todas as situações; ajudar a servir a merenda ou lanche, e dar na boca quando for o caso; executar juntamente com a professora atividades recreativas, educacionais e ocupacionais com as crianças, bem como acompanhá-las em passeios fora da escola; informar a coordenação qualquer problema de saúde com as crianças para posterior atendimento médico; manter vigilância constante sobre as crianças, prevenindo acidentes que coloquem em risco a saúde e ou a vida das mesmas; garantir que todos tenham um comportamento adequado nos horários de refeições, fazendo com que tenham uma boa alimentação, que sentem corretamente em seus lugares e comam adequadamente; comunicar a coordenação qualquer irregularidade ou ocorrência com as crianças; manter-se ocupada com atividades em sala, no horário do repouso das crianças; deixar a sala de aula em ordem, após o término das atividades do dia; participar de eventos, palestras e treinamento sempre que solicitado pela chefia; executar outras atividades similares as acima descritas, a critério do seu chefe imediato; o ocupante do cargo é responsável pela guarda e manuseio do material da escola, que é usado em sala de aula ou fora dela.

A educação infantil e mesmo o trabalho desenvolvido com crianças pequenas exige que o monitor tenha a sensibilidade de se adequar aos conteúdos diversos do universo infantil até conhecimentos de áreas especificas e atualidades, além de ser necessário que estejam comprometidos com a prática educacional, capazes de responder às demandas familiares e das crianças, assim como às questões específicas relativas aos cuidados e aprendizagens infantis. É interessante que o monitor propicie a socialização das descobertas das crianças, isso ocorre quando se organiza as situações para que as crianças compartilhem as atividades, propiciando assim uma interação social.

Considerar que as crianças são diferentes entre si, necessita de uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas necessidades e ritmos. Essas necessidades promovem avanços naquilo que a criança é capaz de realizar com a ajuda dos outros, ou seja, no seu desenvolvimento potencial.


O monitor e a indisciplina

No dicionário da língua portuguesa a palavra disciplina quer dizer ensino. Certamente a indisciplina de uma criança pode originar de alguns fatores, mas os pais podem perceber essa situação em seu inicio, não saber ou não conseguir dizer “não” ou “sim” na hora certa, a dificuldade em estar impondo limites, na ausência de procedimentos que gerem obediência, a indisciplina se instala.

Sobre a questão da disciplina GARCIA (2002) nos diz que:

A disciplina não pode ser trabalhada a partir de mecanismos de controle comportamental, tal fenômeno já foi superado, o que se propõe atualmente é trabalhar a indisciplina enquanto fenômeno de aprendizagem. Dessa forma o aluno considerado indisciplinado não o é somente por haver rompido com regras escolares, mas porque não está desenvolvendo suas possibilidades cognitivas atitudinais e morais.


Podemos perceber que crianças em idades diferentes apresentam diferentes comportamentos e manifestações de indisciplina. Uma criança até os sete anos tem uma atitude e reações indisciplinadas diferentes de um pré-adolescente ou de um adolescente. Dessa forma, caso essas manifestações não sejam corrigidas no momento certo o problema pode ser maior, tornando-se adultos agressivos e violentos. Precisa-se trabalhar visando não mais um tipo ideal de homem, mas trabalhar em vista do sentido da vida humana. (MEDINA, 2004 p; 27).

Somos sabedores que cuidar dos filhos não é uma tarefa muito fácil, e nem educá-los é fácil. Com o advento de diversos conceitos psicanalíticos e psicológicos, que ganharam força em meados da década de 1970, algumas famílias em sua educação familiar, deixaram questões de disciplina ausentes, como é o caso dos limites. Crianças e adolescentes que possuam um comportamento indisciplinado na escola, consideram que podem tudo a qualquer hora. Não serão disciplinados só com a educação escolar, é preciso que haja harmonia entre família e escola.

Crianças e adolescentes indisciplinados e sem limites em casa, alunos indisciplinados e sem limites na escola. Desta forma, a indisciplina nos dias atuais deve ser vista como um fenômeno interativo que ocorre no contexto de sala de aula (AMADO, 2001, p.17).

A disciplina na escola pode ser vista não apenas como repressiva, mas de forma a conduzir a criança para a sociedade, com suas responsabilidades e deveres, respeitando cada estágio da idade do aluno. Nesse sentido trabalhamos a partir de um enfoque positivo, reconhecendo que a educação dos filhos é uma tarefa difícil e complexa. Acreditamos que os pais conhecem melhor do que qualquer outra pessoa quais são as necessidades de seus filhos e que desejam o melhor para eles.

Sendo assim, a indisciplina escolar esta intimamente ligada a tudo que diz respeito ao ensino, aos objetivos, as prática e perspectivas que orientam, além dos condicionantes próprios da aula, da escola, da comunidade e do sistema. (AMADO, 2001 apud Oliveira, 2004, p. 45).


Brincadeiras de crianças

A brincadeira como recurso pedagógico tem sua complexidade, entretanto é através do brinquedo a criança inicia sua integração social: aprende a conviver com os outros, e situar-se frente ao mundo que a cerca. Com o tempo desenvolve jogos simbólicos, cria regras quando começam a socializar ou mesmo quando brincam sozinhas. Na brincadeira a criança cria normas e fundamentos que apenas tem significado naquela relação especifica, é o universo em que ela vive e explora e o adulto pode ter condições de conhecer melhor a criança e o seu estado de espírito. O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação.

Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papéis sociais. Conversar com o grupo infantil sobre os acidentes que ocorrem, onde, quando e porque ocorreram e o que podem fazer juntos para evitar que aconteçam novamente, são práticas educativas que vão gradativamente construindo com as crianças atitudes de respeito, cuidado e proteção com sua segurança e com a dos companheiros.

Nos últimos anos, muitas brincadeiras deixaram de ser praticadas devido a realidade em que o mundo esta vivendo, o ambiente da criança se modificou, e dessa forma as brincadeiras infantis estão sendo substituídas pela televisão, jogos eletrônicos individuais entre outros.

A brincadeira contribuirá para a aquisição de hábitos de disciplina, ordem, obediência, oportunizando à criança controlar seus impulsos.

O monitor tem o papel de intervir caso haja algum caso de conflito, ou uso incorreto dos brinquedos, aproveitando a curiosidade das crianças e desenvolvendo os cinco sentidos. Observar se todas crianças estão se divertindo, as que não estão e o porque, se os brinquedos são utilizados democraticamente. As observações atentas e gradativas deste profissional ampliam o conhecimento e a capacidade de entender a contribuição da brincadeira no desenvolvimento da criança.

A prática de atividades físicas mostra-nos que crianças, diante de certas ações, antecipam soluções, realizando gestos corporais. Descrevemos esse fenômeno na brincadeira de pular corda, realizada por crianças, observando os movimentos dos segmentos corporais em que os gestos antecipatórios mais se evidenciavam. Estudos sobre o desenvolvimento da inteligência infantil tomam, quase sempre, como referência, manifestações verbais e escritas. A questão central deste estudo é o desenvolvimento de procedimentos de investigação que viabilizem o estudo do desenvolvimento da inteligência, tomando como referência as manifestações motoras, neste caso, os gestos realizados pelos segmentos corporais.

Considerando os estudos de Jean Piaget e outros autores sobre o desenvolvimento da inteligência humana, atribuímos os gestos antecipatórios dos sujeitos desta pesquisa ao que Piaget chamou de abertura de possíveis, isto é, antes de realizar uma ação, o sujeito a torna possível, não importa se no plano intelectual, se no plano motor. Sujeitos entre 03 e 09 anos de idade foram filmados brincando de pular corda, e analisados. Os movimentos realizados pelos sujeitos foram descritos quantitativamente, por meio de análise cinemática tridimensional. Variáveis foram selecionadas de tal forma que permitiram a observação da correlação entre os movimentos da corda e os movimentos correspondentes dos membros superiores das crianças. A metodologia mostrou se eficaz, como instrumento de análise, e pôde ser aplicada na investigação do fenômeno das antecipações motoras.

Pular corda é um exercício intenso. Para quem está começando, uma boa dica é intercalar a atividade física com intervalos de descanso. Exemplo: pule 1-2 minutos e descanse 30 segundos. Aos poucos aumente o tempo de atividade e, por fim, elimine o descanso. Nas primeiras vezes, suas pernas e panturrilhas podem ficar um pouco doloridas. Não desista: alongue-se e aqueça-se bem antes de pular e feche o treino com um bom alongamento.

Com os dois pés: ambos os pés saem do chão e aterrissam juntos em uma volta da corda, não levante muito os calcanhares nem os joelhos para não causar impacto. Com pés alternados: é como trotar no lugar, mantenha a corda girando enquanto alterna os pés. Variação: fique duas ou três voltas numa só perna – isso o ajudará a acertar o “tempo” da corda. Com pés à frente: alterne as pernas, “chutando” a perna que está no ar à frente.

Depois que você dominar as técnicas básicas, pular corda se transforma num exercício de criatividade. Vale tudo: misturar diferentes movimentos de perna, alternar saltos, inventar novas formas de pular. Comece num ritmo leve para se aquecer e depois alterne intervalos mais rápidos e mais lentos, durante até 30 minutos.

O comprimento da corda é uma questão de gosto pessoal. Mas uma referencia geral é que ela deve ir, quando dobrada, do chão até a altura de suas axilas. Se a corda for muito longa, você terá mais trabalho para executar os movimentos; se for muito curta fará você tropeçar com mais freqüência. Existem cordas feitas de nylon, sisal, plástico e couro. As duas ultimas são as mais indicadas por serem mais pesadas e duráveis.

Observo de forma interessante às brincadeiras que já fizeram muitas crianças alegres no passado, que com o advento da tecnologia foi sendo esquecida pouco a pouco, e hoje são matérias de reportagens na mídia e diversão nas escolas onde ao invés de se isolarem na individualidade de seu computador com bate-papos virtuais, jogos, relacionamentos entre outros, as crianças na brincadeira de pular corda precisam indispensavelmente de três ou mais pessoas, instigando assim o relacionamento, a atividade física e a cooperação entre os participantes. Nas atividades escolares, culturais e esportivas o aluno organiza seu sistema de valores que influencia e são influenciados pelo ambiente.

A construção do espaço é social, e o ser humano por sua capacidade de criar usando o raciocínio, a linguagem e os objetos desse espaço, assimila diferentes culturas oferecendo oportunidades para que, dentro desse contexto, haja aprendizagem e interação. Para a criança ou adolescente, a organização do espaço por eles mesmos estimula a curiosidade, a intelectualidade, bem como formar idéias sobre a realidade que os cercam. PARRAT (2008, p.40), afirma que:

Aprender a participar numa discussão ou realizar uma tarefa coletiva que exige competências intelectuais leva o aluno a pensar por ele próprio e a tomar decisões. Além do mais, o aluno se inicia no exercício das regras sociais que o guiarão na aprendizagem da cidadania.
A realidade na Escola Adventista no que se refere às brincadeiras não é diferente, afinal a brincadeira é parte do universo que as crianças conhecem bem, ali começa o pensamento criativo, o desenvolvimento imaginário, emocional e social. A brincadeira de pular corda é praticada por muitos alunos da escola, a atividade começou aos poucos e com o tempo o número de candidatos foi aumentando o que favoreceu para a disciplina nos fins de turno. Para eles não existe um horário para essa brincadeira, estão dispostos a brincar em qualquer momento, na entrada, no recreio ou na hora da saída.

Procuro utilizar essa brincadeira como forma de estimular a disciplina. No começo das aulas não é indicado e nem praticado o pula-corda, pois os alunos entrariam suados na sala de aula, no intervalo procuramos orienta-los a consumir seu lanche de preferência. Considero que no término das aulas é o horário mais indicado para que a brincadeira seja praticada, pois além dos alunos estarem se divertindo é o momento em que eles podem extravasar toda a tensão do dia enquanto esperam o transporte para casa. As crianças ficam entretidas na brincadeira evitando assim que se machuquem enquanto esperam os pais, anteriormente verificávamos que muitos meninos ficavam brincando de futebol com objetos inadequados como garrafas de refrigerante. As meninas também ficavam inquietas correndo uma atrás da outra, com meninos puxando cabelo, sempre acarretando algum tipo de desentendimento.

Com o pula corda as meninas e os meninos podem praticar juntos, havendo interação monitorada, para que seja obedecido o limite individual de cada um, pois cada aluno possui sua identidade própria, suas dificuldades e por isso está sujeito a comparações, neste momento o pular corda não tem outro fim que não seja para a diversão e interação, monitores podem ajudar a revelar mais sobre a natureza e extensão das dificuldades das crianças com seus grupos. Como são muitos alunos querendo brincar é necessário que se forme fila obedecendo a vez de cada participante, a disciplina na fila, o respeito ao colega e a cooperação, são valores importantes que podem ser estimulados em uma brincadeira e contribuem para a formação do individuo.

Na brincadeira os alunos poderão reconhecer a existência de elementos rítmicos e expressivos praticando, a possibilidade de variações e adaptações nas regras originais de uma brincadeira, realizar atividade física como saltar com um e dois pés, agachar, girar e equilibrar-se, aproveitando ainda as suas relações com o ritmo em que esses movimentos são executados, construir seqüências de movimentos levando em conta os seus limites corporais e os dos colegas.

O local para pratica da brincadeira é o pátio central da Escola Adventista Centro América, aproveitando o espaço que conta com toldo na área central, assentos e bebedouros, os alunos podem brincar e descansar sem aquela aglomeração de alunos em frente da escola, e ilimina possíveis conflitos que costumam acontecer na saída dos estudantes. Música é uma ótima companheira para os treinos de corda. Ela anima e ajuda a manter-se no ritmo. Para a prática da brincadeira podemos utilizar músicas infantis que os alunos mesmo cantam quando pulam, as mais cantadas são “quantos anos você tem” que vai do 0 até 20 , “salada, saladinha, temperada na cozinha, sal, pimenta, fogo, foguinho, fogão”, nessa cantiga o aluno que está batendo corda vai acelerando o ritmo conforme a música vai repetindo, assim dificilmente algum aluno permanece pulando sem errar, possibilitando que outra criança entre no lugar da que errou.

Outras cantigas como “qual a nota do seu boletim” e “o homem bateu na minha porta e eu abri, senhora e senhores pulem de um pé só, senhoras e senhores de uma rodadinha, senhoras e senhores de uma mão no chão, e vá pro olho da rua”. Vejo que essa brincadeira é saudável e sem limite de idade, alunos do 1° ao 6º ano interagem, os alunos maiores até ensinam os menores a pular.


Considerações finais

No decorrer do artigo abordamos a questão da indisciplina, fator esse que continua sendo problemático em todo processo pedagógico. Fatores familiares, culturais e sociais evidenciam na realidade escolar, onde muitos pais consideram esta, a grande responsável pela disciplina dos filhos. Certamente um trabalho em conjunto, onde a família e a escola atuem em um mesmo propósito o resultado será favorável a uma melhor formação social. Nesse sentido evidencio a brincadeira de pular corda, dentro de toda estrutura educacional da escola, uma ferramenta suporte para estimular o desenvolvimento infantil e a aprendizagem no contexto escolar, onde a possibilidade de introduzir e desenvolver a idéia de diversificação e transformação de estruturas lúdicas convencionais contribua para uma disciplina desejável.


Referências Bibliográficas

AMADO, J.S. Interação pedagógica e indisciplina na aula. Porto: Asa, 2001.

GARCIA, J. Indisciplina na escola: alguns aspectos críticos para a gestão educativa. In. CONGRESSO LATINOAMERICANO DE ADMINISTRACION DE LA EDUCACION, 6, Universidade Católica do Chile, Santiago, 2 e 3 de maio 2002.

MEDINA, A. S. Supervisor Escolar, parceiro político-pedagógico do professor. In: RANGEL, M, Silva; JUNIOR, C. A (Orgs). Nove olhares sobre a supervisão. 10 ed. Campinas: Papirus, 2004.

DORIN, Lannoy. Psicologia da criança. São Paulo: Ed. do Brasil, 1978.

PARRAT, D, Silva. Como enfrentar a indisciplina na escola. São Paulo: Contexto, 2008.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Newsletter Portal Educação Adventista - 12/2010



Utilizar todos os recursos possíveis para o nosso Desenvolvimento Profissional/ Acadêmico é algo que buscamos proporcionar aqui no CacpaEduca.
Cada profissional que se organiza para continuar seu processo formativo, podemos dizer então, que o mesmo é gestor da sua profissionalidade (Marcelo Garcia), pensando nisso, trabalhamos em parceria com o Portal Educação Adventista... vejam as novidades e acesse cada link! 

Header
O número phi é interessante e intrigante! Veja sobre os mistérios desse número.

Header
Recentemente passaram a valer as alterações nas palavras da língua portuguesa. Seus alunos estão por dentro das mudanças?

Header
Esta explicação ajudará seus alunos a compreenderem os cálculos dos horários conforme cada região da Terra.

Header
Este projeto propõe a potencialização da comunicação com a comunidade escolar, tendo como principal veículo a internet e suas ferramentas.

Header
A dificuldade de aprendizagem pode estar ligada à Síndrome da Privação Cultural. Saiba o que é, veja os efeitos e como trabalhar o problema.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Estilos de Aprendizagem



O Que é um Estilo de Aprendizagem?

Um Estilo de Aprendizagem é um método que uma pessoa usa para adquirir conhecimento. Cada indivíduo aprende do seu modo pessoal e único.
Um Estilo de Aprendizagem não é o que a pessoa aprende e sim o modo como ela se comporta durante o aprendizado.
Só lembrando, Estilos de Aprendizagem ajudam a explicar porque uma criança pode aprender a dizer todo alfabeto após ler um livro de alfabetização, enquanto que outras podem aprender a mesma coisa brincando com Blocos de Construção que tenham letras, e ainda outras podem aprender o mesmo cantando músicas como a Canção do ABC.
Atualmente, existem pelo menos Sete Estilos de Aprendizagem identificados:

Físico (indivíduo que usa muito a expressão corporal)

Interpessoal (indíviduo extrovertido)

Intrapessoal (indíviduo introspectivo)

Linguístico (aqueles que se expressam melhor com palavras)

Matemático (os que usam mais o pensamento/raciocínio lógico)

Musical (se interessam mais por sons e música)

Visual (exploram mais o aspecto visual das coisas)

Como São usados os Estilos de Aprendizagem?

Para exemplificar melhor, conhecendo o Estilo de Aprendizagem da criança você, ou o professor dela, estarão aptos a criarem programas educacionais que serão mais personalizados, mais motivantes e significativos no que diz respeito a eficácia e assim com resultados muito melhores.
Crianças adquirem conhecimento e absorvem o que aprenderam quando aquele assunto ou habilidade em jogo é ensinado a elas de um modo que há empatia entre a mesma e o tema abordado. Descobrir o Estilo de Aprendizagem da criança é descobrir como ensinar-lhe com mais eficiência e resultados.

Quem está usando os Estilos de Aprendizagem?

Professores tem usado o Conceito de Estilos de Aprendizagem por muitos anos. Enquanto nem todos os educadores usam o termo Estilos de Aprendizagem, muitos no campo da educação sabem que acontecem maravilhosas esperiências educacionais, quando ensinam às crianças com uma boa variedade de abordagens diferenciadas.
Eis porque existem tantas Canções, Jogos, Quebra-cabeças, Atividades e Livros disponíveis para ajudar a ensinar quase qualquer coisa. Não importa como a criança aprende melhor, existirão sempre recursos disponíveis para ajudar você a ensinar-lhe do modo mais adequado a ela.

Qual é a origem do conceito Estilos de Aprendizagem ?

Muitas teorias tem sido desenvolvidas nos campos da Educação e Psicologia para explicar como as pessoas pensam e aprendem. Um desses teóricos é o Dr. Howard Gardner, Psicólogo da Universidade de Harvard.
Em seu livro publicado em 1983, "Frames of Mind: The Theory of Multiples Intelligences", ele especula que os indivíduos não possuem uma inteligência fixa, mas pelo menos sete diferentes modos de aprender que podem ser desenvolvidos ao mesmo tempo.

Fisico:
As Pessoas com estas características são os inquietos, os fuçadores, os desmontadores de equipamentos e brinquedos, os que querem saber como funciona e ver por dentro, os que não conseguem ficar sossegados em seu lugar.
Eles são pessoas que não conseguem ficar sentadas por muito tempo. Eles simplesmente raciocinam melhor quando seus corpos estão em movimento. Eles interagem melhor com o mundo através do contato manual e corporal. Os "Aprendizes" físicos adoram esportes, inventar, construir e dançar.
Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação acadêmica, essas pessoas se beneficiarão mais com atividades de expressão corporal, manipulando e tocando objetos, realizando exercícios, etc.
Eis alguns exemplos de profissinais com estas características; Dançarinos, Atletas Profissionais, Cirurgiões, Mecânicos, Construtores, e todos os tipos de Artifícies em todas as áreas.

Resumo:

. Aprendem mais tocando e manipulando objetos

. Se sentem melhor aprendendo em movimento

. Tem boa coordenação motora e habilidade física

. Se ficam parados por longos períodos não pensam direito

Dicas para ensiná-los melhor:

. Realize aulas práticas com montagens e construções de objetos e simulações

. Inclua aulas virtuais em computadores

. Alterne seções teóricas e práticas durante a aula.

Intrapessoal:
São as pessoas solitárias, aquelas que marcham conforme o ritmo da sua própria conveniência, e podem ser descritas pelos outros como tímidas. Estas pessoas não são anti-sociais, eles apenas pensam melhor quando são deixados à vontade para ditarem seu próprio ritmo.
Elas se relacionam melhor com o mundo sob uma ótica independente e através da auto-reflexão. Atividades que pessoas assim gostam e são bem sucedidas inclui escrever, pesquisar e explorar a Internet.
Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação na escola, os aprendizes Intrapessoais obterão melhores resultados com atividades onde possam trabalhar sozinhos, projetos independentes, e trabalhos de pesquisa.
Alguns exemplos de profissões para pessoas com este perfil são Psicólogos, Escritores, Filósofos, Programadores de Computador, etc.

Resumo:

. Rendem mais trabalhando sozinhos

. São persistentes e tentam várias alternativas para resolver problemas

. Tem um raciocínio lógico muito apurado e são reflexivos

Dicas para ensiná-los melhor:

. Realize projetos independentes com eles

. São pesquisadores natos, use e abuse de trabalhos de pesquisa

. Trabalhos em grupo só em último caso, preferem seguir seu próprio caminho.

Interpessoal:
São as pessoas conhecidas com os ajudantes de plantão, os assistentes comunitários, os autênticos carregadores da equipe. Elas conseguem o melhor de si quando podem defender suas idéias e podem ajudar os amigos a resolverem problemas.
Elas se relacionam melhor com o mundo através de suas interações com os outros e um entendimento de como as pessoas trabalham em grupo. As atividades onde terão melhores resultados são equipes esportivas, grupos de discussões e organização de eventos.
Quando estão assimilando novas informações ou desenvolvendo sua capacitação na escola, elas obterão melhor desempenho com Jogos em Equipe, Trabalhos de Pesquisa em Grupo, ou trabalhando em pequenas equipes.
Alguns exemplos de profissionais com este perfil são Conselheiros, Advogados, Professores, Políticos, Treinadores, Executivos, e Artistas tai como; Atores, Comediantes, etc.

Resumo:

. Rendem mais trabalhando em grupos

. Gostam de ajudar, ouvir e dar opiniões. Adoram viver rodeados de gente

. São organizadores natos de eventos e festas

Dicas para ensiná-los melhor:

. Realize projetos em grupos com eles

. São excelentes ouvintes

. Organize trabalhos onde possam lidar com o público, debates, entrevistas.

Linguístico ou Verbal:
São as pessoas conhecidas como os comedores de livros, os artesões das palavras, e pessoas que sempre sabem o vão falar. Estas pessoas são aquelas que causam impacto quando se expressam através de palavras faladas ou escritas.
Elas se relacionam melhor com o meio através da linguagem. Estes indivíduos podem obter melhores resultados com atividades que incluam o uso da palavra falada, escrita de Poemas e leitura Literária.
Quando estão aprendendo ou construindo sua capacitação profissional, elas se beneficiarão mais como Contadores de Histórias, Conferencistas, na condução de Entrevistas, Leitura e Escrita.
Algumas profissões de pessoas com essa natureza são Autores de Peças de Teatro ou Novelas, Jornalistas, Conferencistas, Redatores de Publicidade, etc.

Resumo:

. Adoram ler e contar histórias

. Tem uma excelente memória e capacidade de organizar tramas literárias

. Tem boa fluência verbal e facilidade para se expressar

Dicas para ensiná-los melhor:

. Realize projetos literários com eles, vão adorar

. Realize concursos para redação de textos publicitários

. Realize debates de temas polêmicos, criação de uma peça de teatro, etc

Matemático:
São as pessoas conhecidas como os gênios matemáticos, os apaixonados por jogos, e os seguidores e defensores das teorias Científicas. Isto não quer dizer que para concordar com alguma coisa esta precise ser provada cientificamente, isto significa apenas que eles pensam de acordo com o padrão lógico.
Sua relação com o mundo é melhor através do Raciocínio, Números, Padrões e Sequências. As atividades que mlehor de indentificam com eles incluem contagem e classificação de objetos, criação de tábuas cronológicas e tabelas, e solução de problemas complexos.
No desenvolvimento de sua capacitação na escola, elas obterão melhor desempenho com Experiências Científicas, Acompanhamento passo-a-passo de processos, e usando cálculos matemáticos.
Alguns exemplos de profissionais com este perfil são Cientistas, Matemáticos, Advogados, Contadores, etc.

Resumo:

. Adoram tudo que esteja relacionado com números

. Gostam de jogos de todos os tipos

. Tem um raciocínio lógico muito apurado

. Conseguem assimilar fácilmente a realização de processos complexos

Dicas para ensiná-los melhor:

. Ao ensiná-los é preciso que os assuntos tratados possam ser comprovados

. São relutantes em aceitar as leis da tradição. Sem provas, nada feito

. Realize projetos onde possam organizar e classificar coisas e objetos

. Realize projetos de pesquisas cientifícas ou comportamentais

Musical:
São aquelas pessoas que vivem cantando ou entoando algum som mesmo com a boca fechada, os cantores e aqueles descritos com tendo um ouvido musical. Vêem sons em tudo. Eles podem não serem os melhores cantores ou músicos, mas eles tem uma habilidade natural para interagir e entender os sons, musicais ou não.
Sua relação com o mundo é através dos sons e ritmos sonoros. As atividades que podem ser mais proveitosas para elas são ouvir músicas, tocar instrumentos, interpretar sons, e cantar.
Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação acadêmica, essas pessoas se beneficiarão mais escrevendo letras e canções para músicas, tocando instrumentos para acompanhar seus trabalhos ou de outros, ou desenvolvendo projetos de multimídia.
Eis alguns exemplos de profissinais que aplicam seu Estilo Musical no trabalho são Cantores, Músicos, Maestros, Engenheiros de Sons, Produtores Musicais, Web Designers, etc.

Resumo:

. Adoram tudo que esteja relacionado com sons e músicas

. Gostam de cantar, interpretar e escrever músicas

. Tem um ouvido muito sensível para interpretar todos tipos de sons

Dicas para ensiná-los melhor:

. Realize projetos para criação teatros musicais

. Realize projetos onde possam escrever letras para músicas já existentes

. Realize projetos de pesquisa, biografia e bibliografia musicais

. Realize projetos para criação de trabalhos em multimídia

Visual:
Estas pessoas são os modernos Picassos e Renoirs, os grafiteiros e rabiscadores, e indivíduos que tem um talento natural para as cores e para harmonizar ambientes. Os indivíduos Visuais parecem ter um senso artístico que faz com que tudo criem pareça agradável aos olhos.
Sua relação com o mundo é através de pinturas e imagens. As atividades que podem ser mais proveitosas para elas incluem pintura, escultura, e a criação de artes gráficas.
Quando estão aprendendo ou adquirindo capacitação acadêmica, essas pessoas se beneficiarão mais com desenho e criação de diagramas inclusive gráficos, leitura cartográfica, criação de mapas, ou realizando demonstrações
Eis alguns exemplos de profissinais que aplicam seu Estilo Visual no trabalho são Arquitetos, Pilotos, Marinheiros, Pintores e Escultores, Web Designers, Criadores de Anúncios Visuais, etc.

Resumo:

. Tem uma grande facilidade para organizar com harmonia ambientes

. Obras de arte, pinturas, gravuras, cores, seu mundo é quase só isso

. Para aprender precisam ver o trabalho sendo realizado

. São artistas plásticos em potencial

Dicas para ensiná-los melhor:

. Realize projetos onde possam criar cenários para peças de teatro

. Faça um projeto para a criação de um Site para a turma ou escola

. Peça para que criem apresentações multimídia dos trabalhos da escola

. Realize projetos com interpretação de mapas, diagramas e obras de arte

. Use e abuse de ilustrações, gráficos, slides, filmes, etc, em suas aulas

Meu Filho pode ter mais de um Estilo de Aprendizagem?

Sim. Cada indivíduo está apto a usar todos estes diferentes métodos durante seu aprendizado, portanto todas as pessoas são capazes de usar todos os Estilos de Aprendizagem. No entanto, o mais comum é que a pessoa tenha um ou dois Estilos que trabalham melhor para ela quando estão aprendendo. Assim, há o Estilo primário (o dominante) e o secundário.

Se meu Filho é particularmente forte em uma área, isto que dizer que não posso ou não devo tentar um outro Estilo?

Para um resultado mais eficiente durante seu aprendizado, é recomendado uma abordagem em cima do Estilo de Aprendizagem predominante. Mesmo assim, as crianças deverão ter diferentes oportunidades para usar o Estilo dominante, como também para trabalhar no desenvolvimento de outros Estilos.

Se meu Filho é particularmente fraco em um Estilo isto quer dizer que devo ajudá-lo a fortalecer este Estilo?

Em primeiro lugar, ser "fraco" em um Estilo, não significa que a criança não tem a capacidade de aprender. Isto simplesmente quer dizer que algumas abordagens não serão muito eficientes para que a criança de adapte a este tópico, matéria, ou capacitação a qual ela está sendo submetida. Assim, a resposta a esta questão é a mesma da anterior. A criança deve ter diversas e diferentes oportunidades de exercitar o Estilo no qual ela é mais forte, como também ir trabalhando aos poucos em outros Estilos. Não há problema algum em tentar melhorar seu Estilo de Aprendizagem; no entanto para melhores resultados durante seu aprendizado e desenvolvimento pessoal, é recomendável uma atuação mais efetiva e direta em cima do Estilo predominante nela.

Pessoal... infelizmente esqueci de copiar o link deste texto... se ele pertence a você me informe, que exporei os devidos créditos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

PRINCÍPIOS E LIMITES NA EDUCAÇÃO INFANTIL





  Léia Karina Pablos - Professora da Escola Adventista Centro América,
licenciada em Pedagogia pela Faculdade AVEC –
Associação Várzea-grandense de Ensino e Cultura. E-mail: leia_lkp@hotmail.com
(Trabalho resultante do PQD - Prêmio de Qualificação Docente 2008,
Incluso na Revista Digital - PQD 2008 - Rede Adventista AMT)

RESUMO


A presente reflexão tem como objetivo apresentar a importância de estabelecer uma aproximação a respeito de alguns princípios na educação infantil, que possibilitará à criança o exercício da autonomia para se expressar, da sensibilidade e respeito ao outro, para abrigar diferentes opiniões e sentimentos. Pensa-se em uma construção de princípios e limites que permita o desenvolvimento da alteridade na convivência coletiva, com acolhimento das diferentes singularidades. O vínculo afetivo com o professor torna-se essencial ponto de partida para toda uma ação pedagógica, que usando de estratégias eficazes, poderá desenvolver na criança o sentido ético de escolher o melhor para todos quando decide o que é melhor para si.

Palavras-Chave: Limites, princípios, indisciplina, afeto.


Introdução

Nos nossos dias, cada vez é mais difícil estabelecer limites na educação infantil e fazê-los respeitar. Hoje, a posição do aluno é muito diferente da que conheceram o seu pai e o seu avô. Estes viveram entre a Família e a Escola, em meios homogêneos, onde toda a gente admitia os modos de vida aceitos pela maioria e rejeitava quaisquer outros. Com o efeito da evolução das condições gerais de vida, em todos os meios, as crianças tornaram-se mais independentes, menos dispostas a obedecer à autoridade dos adultos.

As pessoas que rodeiam o aluno, mais propriamente as pessoas da família, influem muito no seu comportamento, pois a criança nasce no seio desta, sendo, portanto, os pais os verdadeiros educadores, a escola apenas reforça essa educação. A extraordinária influência dos que quotidianamente tratam com os alunos reflete-se em muitos dos atos praticados por eles.

A noção de limites está relacionada com a noção de disciplina. Essa concepção de disciplina ou limites, no entanto, baseada em um paradigma estímulo-resposta, tende a cair em descrédito atualmente, pois as pesquisas têm mostrado a necessidade de levar a criança a compreender a relação entre os limites e os princípios morais.

Todos nós temos modos peculiares de educar, adotando um determinado estilo parental, tendo em conta os valores que nos foram transmitidos, bem como, o ideal de educação que fomos construindo.


No intuito de cumprir da melhor forma possível a nossa tarefa, enquanto professores é essencial que possamos refletir sobre os modos de agir com as crianças, desenvolvendo princípios, regras e limites, pois, só assim, a criança terá a oportunidade de ampliar a sua consciência moral e gerir as suas próprias emoções.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos educadores hoje nas escolas é conseguir trabalhar com a falta de limites dos alunos quase sempre oriundos da falta de princípios que possam nortear o comportamento de convivência saudável com outras pessoas. A incoerência é uma característica comum verificada na grande maioria de nossas crianças.

Este tema é, sem dúvida, demasiado vasto. Tendo em vista a sua amplitude, serão tratadas apenas algumas vertentes, não numa perspectiva de meta de chegada de conhecimentos definitivos, mas de ponto de partida para outras abordagens interativas do ato educativo.

Como o limite constitui, atualmente, uma das questões que são bem discutidas no âmbito escolar, não podia deixar de serem referidos, também, os efeitos positivos que ele produz em relação às crianças.

Portanto, o objetivo que se propõe o presente artigo será identificar concepções de princípios e limites e a falta dele, e como professores e pais poderão utilizar de estratégias e incorporarem no seu cotidiano.

Alguns fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um modo geral, destacando os valores morais e religiosos que sumiram da sociedade moderna. Outro aspecto importante é a ausência dos pais na vida da criança, deixando a educação dela aos cuidados das instituições educacionais.

Esta omissão na educação gerou um sentimento de culpa nos pais, que, para compensar, acabam sendo permissivos em demasia com os seus filhos. É de suma importância o “não” dos pais, assim o filho aprende que na vida nem sempre será feita a sua vontade e que ele precisa atingir a maturidade na idade adulta, caso contrário será uma eterna criança mimada.

No âmbito da educação infantil, a inter-relação da professora com o grupo de alunos e com cada um em particular é constante, dá-se o tempo todo: na sala, no pátio ou nos passeios, e é em função dessa proximidade afetiva que se dá a interação com os objetos e a construção de um conhecimento altamente envolvente.


No Dicionário Aurélio (1994), o verbete afetividade está definido da seguinte forma: “Psicol. Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.”

Portanto, a afetividade exerce um papel fundamental nas correlações psicossomáticas básicas, além de influenciar decisivamente a percepção, a memória, o pensamento, a vontade e as ações e ser, assim, um componente essencial da harmonia e do equilíbrio da personalidade humana.

(...) o educador serve de continente para a criança. Poderíamos dizer, portanto, que o continente é o espaço onde podemos depositar nossas pequenas construções e onde elas tomam um sentido, um peso e um respeito, enfim, onde elas são acolhidas e valorizadas, tal qual um útero acolhe um embrião. (SALTINI, 1997, p. 89)
Na condição de educador, é preciso estar atento ao fato de que, enquanto não se der atenção ao fator afetivo na relação educador-educando, corre-se o risco de se estar só trabalhando com a construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do próprio sujeito, que envolve princípios e o próprio caráter necessário para o seu desenvolvimento integral.

A educação compreende mais que conhecimentos de livros. A devida educação inclui, não somente a disciplina mental, mas aquele cultivo que garante a sã moral e o correto comportamento. (Conselhos sobre Educação - Ellen White, p. 52)
Quem corrige, mesmo querendo o bem do outro, corre o risco de ser mal interpretado, contudo, demonstra um grande amor e cuidado com o outro. Só quem nos ama nos diz “não”. Para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança, paciência, sobretudo, amor.

No entanto, no trabalho cotidiano em sala de aula, é possível presenciar, diariamente, cenas de indisciplina das crianças e questionamentos às regras da escola, e quando isso ocorre nos deparamos com aquelas crianças que chamamos de “criança difícil”.

A criança difícil é aquela que coloca repetidamente em perigo a si mesma ou a outros ou que perturba regularmente as atividades de outros por um comportamento descuidado ou agressivo.


O resultado são confrontações diárias, colegas aborrecidos e freqüentes interrupções nas atividades planejadas.

Assim fala MIELNIK (1982):

Crianças excessivamente inquietas, agitadas, com tendências à agressividade, se destacam no grupo pela dificuldade de aceitar e cumprir as normas, às vezes, não conseguindo produzir o esperado para sua idade. Estas crianças representam um desafio para suas famílias e escola, cabendo a estes estabelecer os métodos de orientação mais condizentes a cada situação e estabelecer os níveis de regimes necessários para obtenção da disciplina.(p. 60).
A rejeição e a desaprovação são sentimentos de inferioridade e má-vontade para com os outros. Uma criança rejeitada pelo grupo pode tornar-se mal comportada para chamar atenção sobre si e desta forma aumentar suas sensações de importância individual.

A criança busca sempre a aprovação de outra pessoa, isso é o que ocorre em um contexto social quando um indivíduo provoca uma resposta de outro ser humano. É importante saber que as respostas não precisam ser positivas para significarem aprovação.

Por exemplo, a criança que apanha do pai e só assim tem sua atenção pode achar (inconscientemente) que a violência é um meio efetivo de obter aprovação social.

A criança difícil é difícil de amar, pois seus comportamentos são aleatórios.

Uma estratégia importante é conversar com a criança para compreender sua maneira de se comportar. Após um episódio perturbador, pedir que a criança fale de seus sentimentos e que explique o mau comportamento é útil. O objetivo é ajudar a criança a reconhecer sentimentos e identificar reações emocionais e comportamentais que seguem um padrão.

Pedir para que ela pense como os outros pensam, é apoiar sua construção de visões alternativas de determinado evento, contudo, o encorajamento do grupo para expressar seus sentimentos abertos e honestamente, ajudará ela se confrontar com os seus aspectos hostis do mau comportamento.

Isso fará que a criança comece a reconhecer e rotular sentimentos que não são conscientes. Desafiando-a perceber-se quando quer chamar a atenção, por exemplo.


Uma das primeiras lições que a criança precisa aprender é a lição da obediência. Antes que fique bastante idosa para raciocinar pode ser ensinada a obedecer. Deve estabelecer-se o hábito por meio de um esforço brando e persistente. Assim se podem evitar em grande parte aqueles conflitos posteriores entre a vontade e a autoridade, os quais tanto concorrem para criar hostilidade e amargura para com os pais e professores, e muito freqüentemente, resistência a toda autoridade, humana ou divina. (Conselhos sobre Educação, Ellen White, p. 287)
O objetivo do professor é ajudar a criança a conscientizar-se de seus sentimentos e padrões de reação, bem como oferecer modos alternativos de sentir e reagir. Por exemplo: para uma criança que sempre é a última a chegar à fila, a professora pode oferecer a ela a sugestão de ser sempre a última para ter certeza que todos já chegaram à fila. Esta intervenção paradoxal é efetiva quando traz a consciência da criança sua intenção de ser a última a fim de controlar o grupo e chamar a atenção. Com a sugestão a professora ofereceu um meio direto e aceitável de controle. A criança pode optar por continuar a comportar-se deste modo de acordo com a intenção consciente.

Outro exemplo é trabalhar para valorizar algo da criança (um jogo ou livro que ela traga, ou uma sugestão que faça etc.) e refazer os conceitos e padrões estabelecidos pelo grupo. Sugerir que o grupo mostre como apreciaram a novidade que ela trouxe ou como foi boa sua sugestão. Pensar em modos de construir elos de amizade pela análise das qualidades da criança difícil. À medida que a criança difícil começa a ter experiências mais positivas com os outros é possível que também comece a vincular novos sentimentos positivos a certas interações com outros.

O desafio do professor é ajudar para que a criança tenha repetidamente essas experiências e, assim, possa construir os novos valores como algo permanente. Isto ocorre com tropeços e gradualmente ela os consolidará. É importante que a criança comece a exercitar a vontade, que faça escolhas conscientes nas suas relações com os outros.

Segue algumas diretrizes para lidar com a “criança difícil”: Respeitar, valorizar e acreditar na criança, superando a reação de rejeição do grupo; Reconhecer a necessidade subjacente de formar conexões e vínculos com outros e sua capacidade potencial para superar problemas; Quando a criança testar os limites do professor as respostas devem ser assertivas, pois ela é capaz de sentir qualquer sinal de hesitação; Não reagir com rejeição ou deixar de aprovar, negando os conflitos emocionais da criança, pois fortalecerá mais ainda o sistema de crenças da criança difícil; Não duvidar da capacidade da criança de resolver seus conflitos e cooperar com os outros, pois com esta dúvida ela se conscientizará de sua inadequação; Comunicar respeito, aprovação e fé na criança, reconhecendo seus pensamentos, sentimentos e comportamentos; Aceitar o que ela diz, sente e faz escutar e responder; Prestar atenção na criança. Reconhecer com contato ocular direto ou com um simples gesto de cabeça, ou um “sim” ou “entendo”; Usar a “escuta reflexiva”, repetindo o que a criança disse, tentando entender seus pensamentos e sentimentos, sem julgamentos ou críticas. Isto não quer dizer concordar com o que foi dito; Marcar encontros com a criança para expressar seus sentimentos, mostrando seu carinho e sua preocupação.


Trabalhar deste modo com todas as crianças são princípios que serão úteis para lidar com qualquer criança em momentos difíceis.

Ouço depoimentos de professores relatando histórias de alunos que se negam a fazer lições de casa ou a estudar determinado tema, ou a participar de um trabalho coletivo e, como justificativa, estas crianças dizem que não querem, que é chato. Quando os professores insistem, dando um limite claro, que é importante e necessário fazer determinada atividade escolar, elas replicam, revestidas de autoridade, que não querem fazer e que não vão fazer.

E agora? Como proceder? Estas crianças acreditam que só devem fazer o que lhes dá prazer, o que elas aceitem. Não aceitam submeter-se a um processo mais trabalhoso e mais elaborado. Não aceitam os procedimentos necessários à aprendizagem. Não querem, como se diz em linguagem popular, suar a camisa. Se estes professores recorrem aos pais, eles replicam: "Você viu só? Ela só faz o que ela quer..." ou ainda: "Ele é fogo, não obedece mesmo!".

Muitos pais acreditam que, por não estarem dando a atenção que gostariam de dar a seus filhos, não têm o direito de lhes exigir responsabilidade. "Ela ainda é uma criança...", pensam.

Outra situação relacionada ao fato da culpa por não estar mais perto de seus filhos é o hábito de dar coisas para compensar a ausência, como se este procedimento os redimisse e os tornassem bons pais e merecedores do amor e admiração de seus filhos. Acabam construindo um circuito de prazer em que a frustração deve ser evitada a todo o custo. Quem não se propõe a trabalhar suas dificuldades, a viver situações de estresse e de frustração e a entender a dinâmica social, não poderá inserir-se adequadamente neste contexto. Vale dizer que, ao poupar uma criança do trabalho de crescer, a condenamos a ser eternamente uma criança, imatura e despreparada para o convívio e para o exercício da cidadania.


Os porquês, os princípios e os limites são fundamentais para que a criança entre no universo da razão. É esperado que uma criança só queira viver coisas que lhe deem prazer; no entanto, é fundamental que seus pais e professores lhe mostrem que o esforço faz parte das conquistas. Ninguém morre por não ser atendido em um desejo.

O objetivo da disciplina é ensinar à criança o governo de si mesma. Devem ensinar-se-lhe a confiança e direção próprias. Portanto, logo que ela seja capaz de entendimento, deve alistar-se a sua razão ao lado da obediência. Conselhos sobre Educação, Ellen White, p. 287.
Inicialmente, uma criança obedece por respeitar a pessoa que impõe o limite. Depois, com a repetição e o entendimento de sua lógica, a criança compreende e aceita o limite, e este passa a ter um sentido social, além de uma lógica pessoal. Para que isso ocorra, são necessários muitos "nãos" e seus devidos "porquês", além de uma boa dose de paciência, de escuta e de atenção.

Algumas atitudes favorecem a educação e a colocação de limites que na maioria das vezes, um "não" é uma forma de querer bem à criança, de mostrar preocupação com ela, de mostrar proteção. Fica claro que as crianças necessitam de uma definição clara da conduta aceitável e inaceitável. Sentem-se mais seguras quando conhecem o que podem e o que não podem fazer.

Muitos alunos não respeitam seus professores, e essa indisciplina prejudica o ensino e a aprendizagem. A escola, juntamente com seus professores e orientadores estão tendo dificuldades em estabelecer limites na sala de aula, bem como intervir nos seus maus comportamentos.

Percebe-se que cada vez mais os alunos vêm para a escola com menos limites trabalhados pela família. Muitos pais chegam mesmo a passar toda a responsabilidade para a escola e acabam exigindo da mesma uma postura autoritária.


Para que haja uma mudança, é preciso que alguns papéis sejam resgatados. A família deverá ter participação efetiva, tanto na educação, quanto no aprendizado e, principalmente, na questão dos princípios.

Segue algumas atitudes do professor que favorecem a relação com os alunos: Manter sempre os alunos ocupados porque nada favorece tanto a indisciplina como não ter nada que fazer; Evitar centrar-se num aluno, pois os outros ficarão entregues a si mesmos; Não fazer alarde de rigor. Quando for necessário corrigir, fazê-lo com naturalidade e segurança; Aproximar-se dos alunos de modo amigável, tanto dentro como fora da escola; Estar a par dos problemas particulares dos alunos para poder ajudá-los quando necessário; Se tiver de fazer uma admoestação, que esta seja firme, mas que nunca ultrapasse a linha do amor próprio e seja de preferência em privado; Ser coerente e não justificar as incoerências. Quando houver alguma incoerência o melhor é reconhecê-la e honestamente retificá-la; Ao aplicar-se um castigo deve ser mantido e cumprido, a não ser que haja um grande equívoco que justifique uma mudança de atitude; Não se deve castigar sem explicar clara e explicitamente o motivo do castigo; Evitar ameaças que depois não possam ser cumpridas, pois isso tira o prestígio do professor; Há que ser pródigo em estímulos e reconhecimentos de tudo o que de bom faça o aluno, embora sem exageros ou formas que pareçam não serem sinceras; Mandar o menos possível. O ideal é conseguir com o mínimo de ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos ser obedecidos; A correção deve ser: silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade; sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação; afetuosa: persuadir pelos sentimentos afetuosos e não pelo discurso; Saber manter o equilíbrio entre a dureza e a amabilidade. A jovialidade e a alegria do professor devem manifestar-se, em todas as circunstâncias.

As crianças precisam de regras vindas de seus educadores, que não podem se esquivar da tarefa de colocar os limites necessários para que elas se desenvolvam bem e consigam se situar no mundo.

Esse estudo terá como metodologia inicial a pesquisa bibliográfica, buscando conhecer a opinião dos diversos autores que comentam o assunto através de livros, artigos, Internet e demais meios disponíveis para consulta.


O método que será utilizado para o desenvolvimento desse trabalho consiste no uso das estratégias de convivência proposta neste artigo, bem como confecção de cartazes ilustrativos do que é e do que não é permitido fazer na escola, como por exemplo, utilizando alguns sinais: Proibição; Obrigação; Rostinho triste, quando um aluno faz algo errado; Rostinho feliz, quando ele tem um bom comportamento.

O presente trabalho será proposto aos alunos da Educação Infantil (Jd. I) do Ensino Fundamental, da Escola Adventista Centro América, pelo fato de haver nesta sala de aula, alguns alunos com problemas de indisciplina, e falta de limites.

A partir desse diagnóstico, serão aplicadas algumas estratégias mencionadas neste artigo, com as quais os alunos aos poucos irão se descobrindo conhecedores da ética e do bom relacionamento.

Conforme a proposta de pesquisa desenvolvida, os resultados obtidos serão possivelmente satisfatórios, tendo em vista este ser um trabalho de caráter contínuo e de longo prazo.



Considerações finais

É preciso considerar os obstáculos envolvidos na construção dos conceitos referente aos princípios, limites e a falta dele.

Acredito que o estabelecimento de princípios e limites está intimamente ligado a um processo que se inicia praticamente desde a barriga da mãe, onde o bebê sente a relação de aceitação, proteção, amparo, orientação, os quais são elementos essenciais para a sua formação.

Estes limites deverão ser claros, constantes e confiáveis para orientar com segurança o caminho a ser percorrido. Limites estes que deverão ser estabelecidos com amor, respeito, carinho, paciência e tolerância, mas também, com firmeza e convicção.

Considerando que a formação de princípios é uma preocupação comum em todo o sistema educacional, pais, familiares, escola, comunidade e a sociedade de um modo geral compartilham da responsabilidade pela educação de nossas crianças.


Portanto, devemos ter sempre em mente que quem educa a criança é o adulto, sendo assim, o tipo de educação dado à criança vai depender do adulto. Este adulto deverá ser seguro e confiante em si mesmo, certo de sua iniciativa e atitudes. Principalmente deverá amar a criança, procurando compreendê-la e aceitá-la sem exageros em suas exigências.



Referências bibliográficas

DeVries, Rheta, A ética na educação infantil: o ambiente sócio - moral na escola.

Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

DICIONÁRIO AURÉLIO. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Editora Nova Fronteira.

MIELNIK, Isaac. O Comportamento Infantil: Técnicas e Métodos para entender Crianças. 2.ª edição, São Paulo: Ibrasa, 1982.

Revista Urutágua, Centro de Estudos Sobre Intolerância - Maurício Tragtenberg Publicada em 03.12.04 - Última atualização: 18 agosto, 2005.

Revista Leonardo Pós, vol. 1 n.3 - ago.-dez./2003, Órgão de Divulgação Científica e Cultural do ICPG 28.

SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade & Inteligência. Rio de Janeiro: DPA, 1997.

WHITE, Ellen – Conselhos sobre Educação.

http://nuep.org.br/apr.php

WWW.recantoinfantil.com.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Newsletter 09.2010 - www.educacaoadventista.org.br



Blog do Gestor

Acompanhe o Blog do Gestor e fique por dentro de outras novidades do Portal. Este é um espaço restrito para gestores da Educação Adventista. Participe com sugestões e comentários, promovendo a interação da rede no Brasil.

Acesse o blog

Projeto Conhecer para Preservar

Aproveite o ano internacional da biodiversidade para conhecer a fauna brasileira e contribuir com a preservação do meio ambiente.

Acesse o projeto

Acesse curiosidades sobre animais

Sala de matrícula

Pensando em todo o processo de matrícula da Rede Adventista, postamos um artigo com ótimas dicas para a montagem de uma sala de matrícula na sua escola. Fique de olho nas matrículas!

Acesse o artigo

Banner do Enem

Professor, você já está bem familiarizado com a matriz do Enem atual? Veja o artigo e imprima o banner com os eixos cognitivos do Enem atual, na versão papel ou lona.

Acesse o conteúdo

Aproveitem as últimas novidades!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Newsletter... 08/2010

Ações... elas envolvem deslocamento, mas começam ainda no pensamento.
Vamos caminhar mais? Vamos aprender? Vamos ensinar? Se link... veja quanta novidade no nosso portal...
Aproveite!!!

Comemoração dos 150 anos do nome Adventistas do Sétimo Dia

O Portal da Educação Adventista preparou um espaço interativo com atividades referentes a esse momento histórico. Uma ótima atividade para as aulas de Ensino Religioso. A comemoração oficial será no sábado 2 de outubro.

Eu conheço minha história

Educação Infantil

Estão disponíveis três novas multimídias para os professores trabalharem com o eixo saúde.

Alimento é Saúde – Conscientização sobre a importância do consumo de frutas e legumes.

Higiene é Saúde – Incentiva o cuidado com a higiene física.

Meu corpo – Apresenta as principais partes do corpo humano e a função de cada uma.


Português e Literatura

Oriente seus alunos a fazerem fichamento de leitura. Isso os ajudará a manter registrado o que há de mais importante nos livros que leem.

Como fazer um fichamento de leitura

Entrevista

O professor Adolfo Semo Suárez fala sobre o tema de sua tese doutoral defendida na Umesp, cujo título é Liberdade e Serviço: A Contribuição de Pensamento de Ellen G. White para uma Práxis Educacional Libertadora.

Confira a entrevista

Eleições – trabalhando a importância do voto

No dia 3 de outubro, mais de 135 milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os dirigentes dos Estados, do Congresso Nacional e do país. Veja a sugestão de projeto para esta semana.

Acesse o projeto

Visite o Blog do Gestor e fique por dentro de outras novidades.

Seja também um seguidor deste BLOG!!!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...