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sábado, 28 de maio de 2011

Estudante com dislalia – como proceder?



Gostaria de obter um programa eficiente que eu pudesse usar com minha aluna que tem dislalia.
(L.R)
Eis alguns procedimentos que você, como professora, pode considerar:

1. Solicitar uma avaliação fonoaudiológica antes de iniciar a alfabetização, além de exames auditivos e oftalmológicos periodicamente (anual);
2. Evitar que a criança seja exposta frente ao grupo, expressando-se verbalmente;
3. Trabalhar com a classe o respeito às diferenças;
4. Evitar criar constrangimentos em sala de aula ou chamar a atenção para a falha de pronúncia;
5. Repetir somente a palavra correta para que a criança não fixe a forma errada que acabou de pronunciar;
6. Promover estimulação da percepção auditiva para que o aluno possa identificar e corrigir sua emissão de fonemas, sílabas, palavras e frases (aqui entra o gravador –sugestão acrescida);
7. Articular bem as palavras, fazendo com que as crianças percebam claramente todos os fonemas;
8. Oferecer a oportunidade da criança expressar seu pensamento por meio de provas orais e escritas, a fim de favorecer a aprendizagem das duas modalidades;
9. Nas avaliações por escrito, não descontar as falhas de grafia, quando forem provenientes de sua dificuldade de pronúncia das palavras.

Um procedimento interessante é brincar com jogos de trava-língua, que é um tipo de parlenda. Entretanto, não conhecendo sua aluna nem sabendo a gravidade de sua dislalia ou sua idade cronológica, aconselho-a a buscar primeiro a orientação de uma fonoaudióloga. De qualquer forma, veja algumas atividades de trava-língua. Caso a fonoaudióloga concorde, comece com as bem fáceis, para não frustrar a criança:

Um forte abraço e sucesso no trabalho!

[Fonte: http://www.dombosco.com.br/colegio/cpde_proposta_educacao_inclusiva.php ]

Busca no: http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-especial/762/estudante-com-dislalia-como-proceder.html

terça-feira, 24 de maio de 2011

Recomeçando... Organizando...

Bom dia gente!

Por algum tempo estivemos nos comunicando através do EducAdventista AMT.
Agora o nosso LAR é o CACPA - Colégio Adventista do CPA - Cuiabá - MT.
Este é um espaço para todos que amam a educação.
Aproveite este vídeo inspirador para todos nós!!!

Se delicie com este vídeo.

Bem Vindos ao "CACPA Educa"! - Este é nosso novo espaço.

Vamos ao vídeo...


Abraços,
CACPA

sábado, 21 de maio de 2011

Presidente do Inep anuncia Enem 2011 e 2012


Enem - 18 de Maio de 2011

Em entrevista coletiva hoje (18), a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, anunciou os dias 22 e 23 de outubro para a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011 e que a partir de 2012 a avaliação terá duas edições. A presidente do Inep informou também o início das inscrições na próxima segunda-feira (23), com prazo até 10 de junho próximo.

edital com as regras para o exame deste ano deverá ser publicado no Diário Oficial da União de amanhã (19), e trará informações aos alunos que estiverem concluindo o Ensino Médio em 2011, ou que já concluíram em anos anteriores, interessados em participar do exame. As inscrições só poderão ser realizadas pela internet.

Na coletiva à imprensa, a presidente do Inep anunciou ainda a primeira edição de 2012, programada para 28 e 29 de abril, e disse que a definição da segunda edição dependerá das datas das eleições municipais. "Uma avaliação por ano ainda não responde às exigências acadêmicas. É fundamental termos mais oportunidades de avaliar como estamos, pois vale a pena investir cada vez mais na educação de nossos jovens", afirmou a presidente.

Dimensão do Enem

Ao destacar a abrangência do Enem, Tuttman relembrou que uma reunião com todos os parceiros do exame, realizada no final do ano passado, avaliou as edições anteriores, pensou a presente e previu as futuras, sempre pensando em criar aspectos importantes para fortalecer o exercício da plena cidadania. "Mais de 400 mil pessoas estão envolvidas acreditando na força da educação para o País. O Enem é hoje um exame realizado em 12 mil locais, 140 mil salas de aula, ocorrendo em 1599 municípios e mais de seis mil escolas estão no processo", disse.

A presidente do Inep afirmou estar convicta de que o Enem 2011 e nesta e nas próximas edições terá um processo melhor, solidificado pela experiência e destacou o papel da imprensa no apontamento das falhas. Ao confirmar as duas edições do Enem para o ano próximo ano, indagada pelos jornalistas presentes, não descartou o aumento das edições nos anos de 2013 e 2014.

Gestão de riscos

Para cercar-se de todas as ferramentas a fim de evitar problemas com a realização do Enem, o Inep contratou por meio de pregão realizado pelo Ministério do Trabalho, a empresa Módulo-Soluções para GRC, Governança, Riscos e Compliance, para fazer o gerenciamento e gestão de risco de todo o processo, com 1276 itens elencados a serem checados. Este processo vai desde a elaboração da matriz, passando pela logística de distribuição e aplicação das provas nas 140 mil salas em todo o país. Além disso, Tuttman declarou que irá acompanhar pessoalmente toda a parte de logística, e, principalmente, os treinamentos dos aplicadores das provas.

Outra novidade anunciada pela presidente do Inep é a parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para o controle de qualidade de todo o processo de aplicação do exame. De acordo com Tuttman, especialistas do Inmetro irão inclusive acompanhar o trabalho de impressão das provas na gráfica.

Perguntada se daria garantias para o sucesso do Exame deste ano, a presidente afirmou: "O Enem deu certo. Tanto é que cada vez temos mais adesões, tanto de instituições do ensino superior, quanto para a certificação. Se ele não tivesse dado certo, não teríamos quase 5 milhões de participantes. É um processo irreversível, mas que, como todo o processo, precisa ser aperfeiçoado".

Para a presidente, o Enem é um grande instrumento de resgate da cidadania, pois, entre outras possibilidades, permite o acesso ao ensino superior de forma igualitária a todos os interessados.

ACESSO AO EDITAL (Diário Oficial da União):
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/edital/2011/edital_n07_18_05_2011.pdf

FONTE: Assessoria de comunicação do Inep/MEC

terça-feira, 12 de abril de 2011

Newsletter 15.2011 - www.educacaoadventista.org.br

Mais uma Newsletter... cheia de novidades para todos nós!!!
Confira...

Blog Educacional

Fique por dentro das novidades e lançamentos da Casa Publicadora Brasileira e participe postando seus comentários e sugestões.

Acesse

Perguntas e Respostas

Estreou uma nova categoria no site Família, com o nome Perguntas e Respostas. A psicóloga Jociane Oliveira Santos responderá às dúvidas da família sobre o comportamento dos filhos.

Acesse e confira!

Amigos da Esperança

Confira as sugestões com ênfase no dia 16 de abril para alunos e ex-alunos das Escolas Adventistas.

Projeto para o Dia Livro

Em abril há três datas comemorativas relacionadas ao livro. Esta sugestão de projeto visa motivar os estudantes a desenvolverem o hábito de leitura, colocando-os em contato com vários tipos de obras.

Programa EducAção

Veja a última edição do programa EduçAção. O documentário é dirigido especialmente aos pais de alunos em idade escolar e a professores.

Assista ao episódio Casa na Árvore.

Uso do dicionário ao aprender Inglês

O dicionário é uma ferramenta muito importante no aprendizado de uma língua estrangeira.

Em Dicas de Estudo veja a orientação aos alunos para utilizarem essa ferramenta.

domingo, 10 de abril de 2011

Classificação Vocal


Passeando pelo twitter encontrei esta postagem da Blacy Gulfier, sabe quem é ela???
Conheça suas credenciais e depois se delicie com este texto postado por ela em seu blog.
Você também pode segui-la no twitter.

Ela é Bacharel em Fonoaudiologia, Doutora em Ciências Medicas pela USP, Mestre em Psicobiologia pela USP. Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Docente do Centro Universitario Adventista de Sao Paulo. Preparadora e Produtora Vocal. Amante e Pesquisadora da Voz em suas mais diversas formas.


Classificação vocal, é um assunto muito sério. Uma classificação vocal inadequada, pode influenciar diretamente na saúde vocal do cantor.


Alguns cantores ainda acreditam, que o bonito é cantar em um determinado naipe ... em tonalidade mais aguda ou mais graves.

Definitivamente, a beleza vocal não esta em cantar em um determinado naipe e sim, explorar sonoridades, elementos vocais e habilidades em cada naipe.

A classificação vocal não deve ser feita comparando a voz cantada com a voz falada pois, voz falada e voz cantada são realidades diferentes (no que se refere a fisiologia vocal – ajustes fonatorios ).

Alguns cantores, possuem uma flexibilidade muscular grande, que os permite cantar utilizando uma tessitura vocal maior. Vale aqui descrever, que TESSITURA vocal é diferente de EXTENSÃO vocal.

TESSITURA VOCAL - Refere-se aos tons que o cantor pode emitir sem esforço, e com habilidades vocais.

EXTENSÃO VOCAL - Refere-se ao máximo de tons que o cantor pode emitir tanto nas freqüências graves, quanto nas freqüências agudas. Nesta medição, o que esta sendo avaliado e a maior possibilidade muscular vocal, do cantor.

Não se deve cantar jamais dentro da Extensão vocal ou seja, não é por que o cantor alcança aquela nota que ela pode ser cantada com saúde e habilidade vocal.

A classificação vocal deve englobar alguns parâmetros tais como:

1. O exame de videolaringoestroboscopia (onde podemos ver a flexibilidade das pregas vocais nos diferentes tons e termos resultados especificos de frequencias emitidas)

2. A classificação do naipe vocal à partir de tabelas classificatórias cientificas de tessitura e extensão. Nestas tabelas, é possível observar a confortabilidade vocal nos diferentes registros, bem como as quebras nas passagens dos registros e estabilidade vocal nos diferentes tons.

3. Observação e anotações do preparador vocal em relação às habilidades vocais do cantor.

A avaliação da tessitura vocal deve ser periódica. Se considerarmos o desenvolvimento e a aquisição de novos ajustes vocais, ela ira variar de acordo com o desenvolvimento vocal do cantor.

Já a extensão vocal varia de acordo com fatores ligados ao desenvolvimento ontogênico do ser humano (mudanças anatômicas que ocorrem de acordo com as diferentes idades de vida)

Muitos cantores desenvolvem problemas vocais por uma classificação vocal inadequada.

A dor e a rouquidão, podem ser um sinal de que alguma coisa não está bem.

Se todas as vezes que você faz uso da voz para o canto, você sente dor, ou fica rouco logo em seguida ou durante a apresentação ou ensaio, provavelmente você esta usando sua musculatura vocal de maneira inadequada e se esforçando para produção de tons que não sejam confortáveis a você.

Você deve passar por nova avaliação em relação a sua classificação vocal e procurar um fonoaudiólogo especialista em voz que possa melhor orientá-lo.

Abraços,
Nádia Teixeira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MEC defende brincadeiras em toda a educação infantil

GABRIELA ROMEU


DE SÃO PAULO

A coordenadora de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Rita de Cássia Coelho, fala à Folha sobre a importância da brincadeira nos primeiros anos escolares.

Professor americano defende uma nova sociologia da infância


FOLHA: Qual a ênfase que o documento 'Diretrizes Nacionais da Educação Infantil' dá à importância do brincar na educação infantil? É suficiente?

COELHO: As novas diretrizes da educação infantil dão à brincadeira um papel estruturante. Elas determinam que o currículo da educação infantil deve ser estruturado a partir de dois eixos: interações e brincadeiras.

De acordo com as diretrizes, a brincadeira tem uma função importante que estimula a imaginação da criança. Por meio do brincar é que a criança vai significar e ressignificar o real, tornar-se sujeito e partícipe. Ao brincar, as crianças exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual vivem, incorporando-se e, ao mesmo tempo, questionando regras, papéis sociais e recriando cultura. Nos jogos de faz de conta, por exemplo, a criança recria situações que fazem parte de seu cotidiano, trazendo personagens e ações que fazem parte de suas observações. As brincadeiras são repletas de hábitos, valores e conhecimentos do grupo social ao qual pertence. Por isso dizemos que a brincadeira é histórica e socialmente construída.

Brincar implica troca com o outro, trata-se de uma aprendizagem social. Nesse sentido, a presença do professor é fundamental, pois será ele quem vai mediar as relações, favorecer as trocas e parcerias, promover a integração, planejar e organizar ambientes instigantes para que as brincadeiras aconteçam.

O professor precisa refletir sobre a importância e o papel das brincadeiras no seu trabalho. E deve fazer de todas as atividades de educar e cuidar um brincar: no banho, nas trocas, na alimentação, na escovação dos dentes, na "contação" de histórias, no cantar, no relacionar. Brincar dá à criança oportunidade para imitar o conhecido e construir o novo.

Portanto, do ponto de vista de diretrizes é suficiente, importante e decisivo o que dizem sobre brincadeira. O desafio é como concretizar isso.

Diante de um tema tão importante nos anos iniciais, o MEC planeja desenvolver uma ação diferenciada ou uma pesquisa?

O Brasil tem vários grupos de pesquisadores que se dedicam a essa questão e eles apontam evidências sobre a importância do brincar. O Ministério da Educação dá providências para implementar uma compra governamental de brinquedos, entendidos como materiais pedagógicos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental.

O que queremos com isso é dar uma identidade à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental coerente com as características desta faixa etária e com as necessidades das crianças.

Como avalia o tempo e o espaço dedicados ao brincar?

Na educação infantil todo tempo deveria ser de brincadeira. O brincar não é só uma atividade, mas uma forma de estabelecer relações, de produzir conhecimento e construir explicações. Então, na verdade, não deveria existir tempo de brincar pois na educação infantil a brincadeira deve ser contínua.

A questão do espaço é um dos grandes desafios, pois na educação infantil eles são precários, principalmente nos grandes centros urbanos em que a disponibilidade é limitada. O espaço muitas vezes é insuficiente não só para a brincadeira, mas até para o conforto das crianças. É preciso pensar em como melhorar a qualidade dos espaços. O interessante é que com o brincar, as crianças conseguem transformar os espaços. Por isso é importante a escola potencializar outros espaços disponíveis como as áreas externas, no entorno do prédio escolar.

O Ministério da Educação oferece assistência financeira aos municípios e ao Distrito Federal para construção, reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas da educação infantil, por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

Iniciado em 2007, o programa formalizou até agora 2.348 creches em 2.151 municípios. Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), prevê o repasse de recursos para a construção de 1.500 escolas em 2011.

terça-feira, 5 de abril de 2011

DEZ ERROS MAIS COMUNS NAS FESTAS ESCOLARES

Todos podem contribuir com textos e artigos significativos para nossa prática aqui no blog.
Este texto está no Site da Nova Escola, entretanto, quem o leu e compartilhou conosco.
Agradeço a Professora Eunice - atualmente Coordenadora Pedagógica do EACA - MT.
Boa leitura!!!


Aulas perdidas, desrespeito à diversidade cultural e à liberdade religiosa... Saiba como evitar esses e outros equívocos


Julia Priolli (gestao@atleitor.com.br)

Durante o ano, temos 11 feriados nacionais - na média de um a cada cinco semanas -, um monte de datas para lembrar pessoas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Índio) e fatos históricos (Descobrimento do Brasil, Proclamação da República). Sem contar os acontecimentos de importância regional. Nada contra eles. O problema é que muitas vezes a escola usa o precioso tempo das aulas para organizar comemorações relacionadas a essas efemérides. O aluno é levado a executar tarefas que raramente têm relação com o currículo. Muitos professores acreditam que estão ensinando alguma coisa sobre a questão indígena no Brasil só porque pedem que a turma venha de cocar no dia 19 de abril - o que, obviamente, não funciona do ponto de vista pedagógico.

Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples - e importante - propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.

1. Usar as datas festivas como base para o currículo - O desnecessário vínculo com efemérides

Essa palavra estranha tem origem na astronomia e dá nome a uma tabela que informa a posição de um astro em intervalos de tempo regularmente espaçados. No popular, o termo é usado no plural e significa a seqüência de datas lembradas anualmente. Algumas têm dia fixo (Independência, Bandeira); outras, não (Carnaval, Dia das Mães). Até aí, nada de mais. O problema é quando a escola usa tudo isso como base para montar o currículo. "Planejar o ano letivo seguindo efemérides desfavorece a ampliação de conhecimentos sobre fatos e conceitos", afirma Marília Novaes, psicóloga e uma das coordenadoras do programa Escola que Vale, de São Paulo. Exemplo? Dia do Índio. A lembrança não envolve estudos sobre as questões social, histórica e cultural das nações indígenas brasileiras. Para haver aprendizagem, é preciso muita pesquisa e mais do que um dia festivo. Outro caso? Folclore. A escola é invadida por cucas, sacis e caiporas em agosto, já que o dia 22 é dedicado a ele por decreto. Ora, se o planejamento prevê o uso de parlendas e trava-línguas durante o processo de alfabetização e de estruturas narrativas, no ensino de Língua Portuguesa, que tragam informações sobre tradições, crenças e elementos da cultura popular, isso basta para que o tema seja tratado em qualquer época. Sem contar os tópicos cuja expressividade é questionável (Semana da Primavera) ou controversa, como o Dia dos Pais e o das Mães: "Enfatizar datas comerciais como essas é ignorar as mudanças no perfil da família brasileira, que nem sempre conta com as duas figuras em casa", completa a psicóloga.

2. Desrespeitar a liberdade religiosa

Dos 11 feriados nacionais, cinco têm origem no catolicismo (Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal). As escolas que seguem essa religião lembram as datas. O problema é que as escolas públicas também. Segundo a Constituição da República, o Brasil é um Estado laico, ou seja, sem religião oficial. Porém, em quase todas as unidades de ensino há algum tipo de comemoração: as crianças da Educação Infantil (não importa se têm ou não religião) se fantasiam de coelhinho e pintam ovos em papel mimeografado. No fim do ano, uma árvore de Natal, com bolas e luzes, é montada na recepção ou no pátio. Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nos anos 1990, a maioria da população brasileira (73%) é católica. Mas uma escola inclusiva não esquece que os filhos dos 15% de evangélicos e dos 12% de seguidores de outros cultos ou não pertencentes a um deles também estão na sala de aula, certo? Para Renata Violante, consultora pedagógica do Instituto Sangari, em São Paulo, os educadores não podem dar a entender que uma religião é superior a outra (quais são mesmo as datas importantes para espíritas, judeus, budistas, islâmicos e tantos outros?). Existem espaços próprios para cultos. Definitivamente, a escola não é um deles. As festas juninas são um caso à parte: elas se tornaram uma instituição e perderam o vínculo religioso. O enfoque folclórico, resgatando alguns hábitos e brincadeiras e a culinária do homem do campo, torna-as mais democráticas.

3. Confundir o currículo e o tema da festa

A festa não ter relação com o currículo é um problema. Mas outro tão grave quanto é usá-la como pretexto para ensinar. "Já que temos de fazer bandeirinhas para enfeitar barraquinhas, então vamos aproveitar para ensinar geometria", pensam alguns professores bem-intencionados, esquecendo que um ensino eficiente requer planejamento, avaliação inicial e contínua e uma seqüência lógica que leve à construção do conhecimento. É como se, de repente, estimar a quantidade de pipocas no saquinho virasse conteúdo de Matemática.

4. Subaproveitar as aulas de Arte

Não raro, o espaço que seria utilizado para essa disciplina é convertido em oficina de enfeites. Para colocar o aluno em situação de aprendizagem, é papel do professor de Arte propor atividades que favoreçam o percurso criador. "A subjetividade não pode ser ofuscada pelo sentido objetivo e funcional do ornamento, com caráter unicamente estético", afirma José Cavalhero, coordenador pedagógico do Instituto Rodrigo Mendes, em São Paulo. Na confecção de bandeirinhas, por exemplo, as crianças são orientadas a seguir um modelo preestabelecido sem dar espaço a suas marcas pessoais nem enfatizá-las. O modelo, que serviria apenas como referência para a elaboração de outras possibilidades, vira matriz para cópias – e a arte é um procedimento mais abrangente do que isso. A produção do estudante deve ter um propósito maior do que atender à expectativa do professor. "Caso a ocupação do ambiente festivo seja encarada como uma instalação ou intervenção artística, aí, sim, o aluno aprende em Arte", afirma Cavalhero.

5. Estereotipar os personagens

Caipira com dente preto e roupas remendadas em junho, cocares e instrumentos de percussão em meados de abril. Esses estereótipos não correspondem à realidade. Homens e mulheres que moram no interior não se vestem dessa maneira, e os índios brasileiros vivem em contextos bem diferentes. "É inconcebível se divertir com base em elementos que remetem à humilhação e à ridicularização do outro", diz Mario Sérgio Cortella, filósofo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em sua opinião, essas práticas destoam da intenção educativa acolhedora e pluralista, pois, toda vez que se trata o outro com estranhamento, se promove a idéia de que há humanos que valem mais e outros, menos. "Quadrilha, sim, mas sem maquiagem nem fantasias grotescas que humilhem o homem do campo", completa Cortella.

6. Obrigar todos a participar

"Professora, não quero dançar", diz um. "Tenho vergonha de falar na frente de todo mundo", avisa outro. Quem já não ouviu essas frases dias antes de um evento escolar? Quando a festa nada tem a ver com a aprendizagem, os alunos não são obrigados a participar. Nesses casos, é proibido causar qualquer tipo de constrangimento a eles. Cabe ao professor colocar pouca ênfase nos momentos não relacionados ao aprendizado. "Imagine o que uma criança sente quando é colocada à força no meio da quadrilha. É uma atitude desrespeitosa com os sentimentos e a individualidade dela", afirma Maria Maura Barbosa, do Centro de Documentação para a Ação (Cedac), de Paraupebas, a 700 quilômetros de Belém. Ela afirma ainda que alguns pais optam por não se envolver por razões financeiras. "Quem não tem condição de arcar com uma fantasia para os filhos fica envergonhado e não participa. Fala-se tanto em inclusão, mas as festas às vezes excluem."

7. Não ter uma finalidade certa para os recursos arrecadados

Pequenas reformas, mobiliário novo, material pedagógico... Quando a verba que vem da secretaria não dá para comprar tudo, pensa-se em festa para arrecadar fundos. A comunidade é convidada, participa, gasta, e muitas vezes não fica sabendo o destino dos recursos. Pior, às vezes o dinheiro que seria usado na ampliação da biblioteca ou na compra de computadores vai para outro fim. A solução é divulgar o objetivo da iniciativa e prestar contas quando o bem for adquirido. Em tempo: a arrecadação sempre aumenta quando bebidas alcoólicas são vendidas. Renata Violante não acredita em meio-termo: "A bebida deve ser proibida. Os diretores que inventem outras maneiras de obter mais dinheiro".

8. Ter como objetivo principal apenas atrair os pais

Eles não costumam ir às reuniões, não conversam com os professores sobre o avanço dos filhos e mal conhecem a escola. Os diretores pensam: "Quem sabe, para se divertirem, os pais venham até nós". Embora os momentos de confraternização com os familiares sejam importantes, eles não devem ser a única maneira de envolvê-los. Reuniões marcadas com antecedência e planejadas para compartilhar o processo de aprendizagem e a produção intelectual, artística e esportiva das crianças são as iniciativas que exibem os melhores resultados quando o objetivo é atrair e conquistar as famílias.

9. Usar as festas como única maneira de socializar a aprendizagem

Um dos objetivos da escola deve ser exibir a produção intelectual e artística do aluno, principalmente aos pais, nas mais variadas ocasiões. Fazer uma festa é apenas uma possibilidade, por isso não deve ser usada em excesso. Geralmente, o caráter de recreação costuma dificultar a apresentação dos saberes. "Já feiras e exposições favorecem o foco no conhecimento e permitem ainda situações de comunicação oral formal, importante maneira de compartilhar o aprendizado", explica Maura Barbosa, do Cedac. Exemplos: um seminário sobre um conteúdo trabalhado em Ciências ou um sarau de poesia. (E, depois disso tudo...)

10. Jogar tempo fora

Usar a sala de aula ou o período que deveria ser dedicado a atividades pedagógicas para os preparativos é um desrespeito com as crianças e com o compromisso que a escola tem de ensinar. "O diretor raramente investe na reflexão sobre os indicadores de aprendizagem dos alunos o mesmo tempo que gasta com a produção dos eventos. O professor, por sua vez, deixa de promover situações intencionais de ensino", afirma Maura. Se a festa não é concebida como maneira de contextualizar os conteúdos aprendidos, ela deve ser organizada sempre em horários alternativos aos das aulas.

Tem de ter festa!

Ninguém é contra festas, desde que elas sejam para recreação pura e simples ou uma maneira de socializar o aprendizado. As do primeiro tipo podem envolver todos e ser muito divertidas, desde que não ocupem o tempo de sala de aula na organização. Já as que são planejadas para finalizar o estudo de determinado conteúdo exigem muito preparo. Quando o evento faz parte do projeto didático, o tema precisa ser previsto no currículo (e é dispensável a relação com efemérides) e nada mais justo do que usar o tempo de sala de aula para a sua produção (que também envolve aprendizado). Antes de bolarem o evento junto com o professor, os alunos certamente serão convidados a pesquisar, levantar hipóteses, realizar diversos tipos de registros e trocar conhecimentos com os colegas. Já que a festa é uma das etapas do processo, fica proibido deixar alguém de fora. Se um aluno não quiser participar por qualquer motivo, cabe ao professor envolvê-lo e ajudá-lo a superar as dificuldades que surgirem, seja em relação a timidez, seja em relação a habilidades de comunicação.

Publicado em NOVA ESCOLA, Edição 213, JUNHO 2008, com o título Equívocos em série.

Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/equivocos-festas-escola-447945.shtml
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